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Computação quântica e IA saem do papel e ganham o mercado corporativo

Com novos protocolos de comunicação e computadores mais eficientes, a IBM leva a Revolução Quântica aos seus clientes, que começam a apresentar seus primeiros casos de uso.

Por  IBM

17:14 - 27 de abril de 2022
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Um dos temas que há algum tempo vem ocupando o mercado de tecnologia é a computação quântica, que muitos especialistas identificam como “a próxima grande onda”. A evolução da tecnologia e suas aplicações práticas foram tema de uma das sessões do IT Forum Trancoso 2022, que contou com a participação do gerente geral da IBM Technology, Marcelo Braga.

Braga deixou claro que, no que depender da IBM, a corrida para que este avanço chegue ao mercado já começou, inclusive com alguns resultados práticos. Para que isso aconteça, a companhia conta hoje com mais de três mil pesquisadores em todo mundo. Esse time vem trabalhando em conjunto com profissionais de negócios com o objetivo de desenvolver inovações, entregar ao mercado soluções para grandes desafios e desbloquear novas oportunidades.

Esse trabalho tem se desenvolvido com foco em quatro grandes áreas: HPC (High Performance Computing), Inteligência Artificial e Computação Quântica, tudo isso integrado em Nuvem Híbrida. Braga ressaltou que a IBM vem trabalhando fortemente em cada uma dessas áreas. Em Computação Quântica, por exemplo, a companhia vem realizando pesquisas há décadas com o objetivo de criar aplicações práticas e, principalmente, em larga escala.

Quanto à Inteligência Artificial, a IBM continua criando e implantando soluções de IA que trabalhem de forma mais rápida e fácil, automatizando e simplificando tarefas para convergir, debater e resolver problemas utilizando linguagem cotidiana para garantir que essas soluções sejam seguras e confiáveis. Já em Nuvem Híbrida, ela segue acelerando os avanços tecnológicos em infraestrutura de cloud híbrida, software e segurança para inovar continuamente e promover uma plataforma aberta, segura, escalável e ágil, que pode ser implantada em qualquer lugar.

Tudo isso garantindo a segurança em todos os pontos de contato com os usuários e o tempo todo, já que esse novo cenário dos negócios digital requer novos e mais intensos esforços em cibersegurança. “A computação quântica é mais uma ferramenta na ‘caixa de ferramentas’ que as pessoas terão à disposição para inovar, e o uso desse ambiente vai ser feito por meio da nuvem”, afirma Braga, lembrando ser importante começar agora.

Para o executivo, o pioneirismo é importante neste momento. Ele cita como exemplo as empresas que já trabalhavam com Inteligência Artificial (IA) e que passaram pela pandemia muito melhor do que aquelas que não tinham. “O ideal é começar pequeno, começar testando e entender o seu uso”, resume. Para Braga, é pouco provável que as empresas tenham computadores quânticos físicos, pois a complexidade de infraestrutura é muito grande. Mas, quando o poder computacional disponível trabalhar em conjunto com a IA, será possível explorar os dados rapidamente e com disponibilidade “para todos”.

 

Hardware em desenvolvimento

A ponta mais conhecida dos desenvolvimentos da IBM nesse sentido é o Watson, plataforma de serviços cognitivos da companhia. Aberta e multicloud, ela permite automatizar o ciclo de vida de IA, permitindo às empresas usuárias levar ferramentas de IA e aplicativos para seus dados em qualquer nuvem, seja pública ou privada. Mas há mais chegando ao mercado.

Um exemplo é o IBM z16, computador de grande porte da IBM que chega ao mercado brasileiro em maio. O equipamento será o primeiro a contar com segurança quântica e acelerador de IA integrados ao chip. Projetado para processar grandes volumes de dados, o equipamento conta com processador IBM Telum, que tem capacidade de processar mais de 300 bilhões de operações de inferência diariamente, isso utilizando apenas 1 milissegundo de latência.

Pensando no setor financeiro, trata-se de uma máquina capaz de analisar transações em escala para cargas de trabalho de missão crítica de forma segura e confiável. Para o cliente da IBM, isso significa menos tempo e energia gastos no tratamento de transações fraudulentas, que podem ser identificadas em tempo real,  e aceleração de processos como aprovação de empréstimos, determinação de riscos em compensação e liquidação de valores.

O z16 também embarca novos recursos de segurança que prometem prepará-lo para enfrentar futuras ameaças digitais, incluindo aquelas que podem surgir a partir da evolução trazida pelos avanços da computação quântica. “Computadores quânticos prometem resolver problemas difíceis em áreas como química, medicina e matemática. Mas nas mãos de um agente mal intencionado, a computação quântica pode ser usada para quebrar a tecnologia de criptografia que temos usado há muitos anos para proteção de nossos sistemas, aplicações e dados”, explica Braga.

Por isso, a IBM classifica o IBM z16 como o primeiro sistema com “segurança quântica” do mercado, que deve trazer segurança de longo prazo para dados sendo gerados hoje por clientes. O sistema é sustentado pela criptografia baseada em reticulados (Lattice-based Cryptography, em inglês), uma abordagem para construção de segurança que ajuda a proteger dados e sistemas contra ameaças atuais e futuras. O sistema embarca ainda o Secure Boot, que previne que atacantes injetem malware no processo de boot para assumir o controle do sistema durante a inicialização. Já o módulo de segurança de hardware Crypto Express 8S (CEX8S), também integrado ao IBM z16, clientes terão tecnologia criptográfica clássica e quântica para ajudar a lidar com casos de uso que exigem confidencialidade de informações, integridade e não repúdio.

 

Uso prático

Para Braga, estas características estarão no radar de empresas de todos os segmentos, não apenas do financeiro. “100% das indústrias estão atrás disso. Hoje, temos mais de 400 projetos de Watson já maduros, o que mostra que a Computação Quântica não é uma discussão, mas uma discussão sobre automação”, defende, lembrando que a IBM tem hoje vários clientes que estão no processo de Reinvenção Digital e se beneficiando do poder de IA, Cloud Híbrida e da Consultoria para implementar novos modelos de trabalho e melhorar a experiência para os seus funcionários.

Um exemplo é a Weg, que utiliza a plataforma Watson. “O nosso primeiro caso de uso do Watson foi com o chatbot. Mas, diferente dos tradicionais, nós tentamos tirar dúvidas técnicas com o chatbot e criamos um assistente que visa ajudar todos os clientes e a equipe de assistência a responder dúvidas técnicas que, normalmente, eles precisariam falar com a área de engenharia”, comenta o diretor de TI da empresa, Paulo Sérgio dos Santos.

Ele explica que, a partir da primeira experiência, a empresa começou a desenvolver outros algoritmos. Um deles, hoje, é capaz de interpretar um documento de 100 páginas e sumarizá-lo em três ou quatro – com foco em facilitar o trabalho dos engenheiros. Santos explica que a maturidade de análise de dados atualmente está em estágio inicial e ainda necessita da coleta de muitas informações, mas que a Weg conta com diversos projetos envolvendo a gestão de dados.

Outro exemplo é o da Cenibra, indústria produtora de celulose, que utiliza o Watson para melhorar sua produtividade e diminuir custos. O gerente de TI e telecom da companhia, Ronaldo Ribeiro explica que, por meio da análise computacional de todas as câmeras e sensores contra incêndios, hoje é possível detectar incêndios mais rapidamente, facilitando a ação de combate. Para isso, o sistema está conectado também à Polícia Florestal das regiões onde a empresa tem operações.

Ribeiro conta que a implementação do sistema começou de trás para frente. “Começamos com uma plataforma de BI. Com a pandemia, todos os dados foram potencializados na ferramenta, o que a tornou um dos sistemas mais importantes. Contratamos uma empresa para mapear nosso ambiente para melhorar a nossa governança de dados. Paralelo a isso, estamos formando 30 cientistas de dados”, resume.

Quem também utiliza o Watson é a OAB/SP, cujo assistente virtual utiliza o IBM Watson em IBM Cloud para ampliar seus canais de contato e potencializar o trabalho da Advocacia, uma vez que a automação e inteligência artificial podem disponibilizar um número maior de informações e conteúdos relevantes para dar celeridade nas tomadas de decisões no exercício profissional. O projeto começou com um chatbot que atende solicitações referentes a assuntos como inscrições e cadastro, sociedades, certificado digital e ouvidoria.

O projeto tem uma segunda fase prevista, que disponibilizará gratuitamente um assistente virtual que fará uma busca inteligente de audiências extraída de diferentes fontes, como o Diário Oficial, OAB SP e seis Tribunais de Justiça do Estado de São Paulo. Esse assistente virtual contará, ainda, com a possibilidade de aplicação de diversos filtros de pesquisa, além de apresentar a consolidação dos resultados em um único ambiente. A consolidação de informações será possível por meio da utilização da IA IBM Watson para a classificação de dados, permitindo a integração de ambientes diferentes e proporcionando a consolidação das informações relevantes dos processos consultados na sua agenda pessoal on-line dos associados.

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