Investimento global em fintechs atinge US$ 98 trilhões no primeiro trimestre

Setor mostra aquecimento ao redor do mundo, com investimentos 13% maiores quando comparados ao mesmo período de 2020

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11:45 am - 04 de novembro de 2021
Foto: Shutterstock

Não é só no Brasil que o mercado de fintechs está aquecido. Ao redor do mundo, investimentos em startups de produtos financeiros têm se consolidado, apontou o relatório “Números recentes de investimentos em fintechs”, da KPMG.

De acordo com o estudo, os investimentos cresceram 13% no primeiro semestre de 2021 quando comparados ao ano anterior. No total, os aportes globais em fintechs passaram de US$ 87 trilhões para US$ 98 trilhões durante o período.

“Como resultado da crise sanitária, as medidas de isolamento social se tornaram impulsionadoras de algumas das tendências globais que já estavam sendo realizadas gradativamente e que, em função da pandemia, se aceleraram e se tornaram os pilares de uma nova realidade. Este cenário afetou diversos setores da economia, como os serviços financeiros e o segmento de fintechs”, afirma o sócio-líder de serviços financeiros da KPMG na América do Sul, Ricardo Anhesini.

Entre os principais estímulos para a realização de transformações no mercado, a KPMG destaca o reconhecimento de que os comportamentos digitais dos consumidores vieram para ficar; o maior interesse dos investidores por uma gama mais ampla de subsetores associados às fintechs; o surgimento de criptomoedas e do blockchain; e a realização de operações de fusões e aquisições como ferramenta fundamental neste processo de mudança das empresas para companhias digitais.

Fintechs na América do Sul

O levantamento traz ainda um destaque para a América do Sul, apontando para sua adaptação às tendências globais com estatísticas expressivas de investimentos em fintechs. De acordo com o relatório, a região está em pleno crescimento e desenvolvimento em termos de startups de produtos financeiros.

Há, no entanto, um alerta para os impactos da pandemia nas economias locais. “”Embora as perspectivas sejam promissoras, os efeitos nocivos da pandemia sobre as economias da América do Sul não devem ser subestimados”, pontuou Anhesini

“Com a melhora no ritmo de vacinação da maioria dos países e a implementação das medidas de combate aos impactos da pandemia, a expectativa é de que o processo de recuperação econômica acabe pressionando a taxa de investimento local no curto e médio prazos, beneficiando a dinâmica associada às empresas de tecnologia e permitindo que a região aumente a participação nos investimentos em fintechs”, finalizou.

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