Infraestrutura de TI: duas ações para ajudar os gestores a tomarem decisões além do feeling

Não é raro em uma operação de TI os gestores terem que fazer alterações em suas infraestruturas apenas com base no próprio feeling

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4:43 pm - 23 de setembro de 2022
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Não é raro em uma operação de TI os gestores terem que fazer alterações em suas infraestruturas apenas com base no próprio feeling. Às vezes, a percepção é de que um equipamento está velho demais ou fora da garantia, o servidor precisa ser modernizado porque roda uma aplicação muito crítica ou o novo projeto merece um equipamento novo.

Apesar de ser uma ação bem menos trabalhosa e às vezes de baixo custo, considerando que hardware tem se tornado relativamente barato se comparado ao software ou mesmo ao serviço, tomar decisões sobre a infraestrutura de TI – aplicações, serviços ou equipamentos – com base no “achismo” costuma envolver diversos riscos, sejam eles financeiros, de segurança da informação ou mesmo de reputação.

Acredito que será sempre mais seguro tomar melhores decisões com base em informações confiáveis e consistentes, coletadas por meio de duas ações:

  1. Monitoramento inteligente

Aqui, falo do monitoramento tradicional (NOC), por meio de ferramentas, alertas e tratativas com base em categorias de ticket. Mas tudo de uma forma ampliada, com controle de processos e análise de dados gerados, end-to-end e de forma automatizada, sem possibilidades de falha humana. Uma vez que o processo está sendo seguido, é hora de transformar tudo isso em informação de qualidade para apoiar no processo de tomada de decisão. Isso quer dizer aplicar os conceitos de business intelligence na área de TI. Assim, torna-se possível entender detalhes sobre os incidentes, incluindo suas recorrências, impactos no negócio, eficiência da operação e, por que não, uma visão clara do que necessita de atenção e melhoria?

  1. Backup consistente e efetivo

Durante o estudo de caso de um prospect, fizemos uma análise retroativa das rotinas de backup dele. De janeiro a junho, o ambiente mapeado registrou cerca de 1300 falhas de backup e praticamente nenhuma das rotinas foi processada. Em um único mês, algumas rotinas falharam exatamente todos os dias. Ou seja, ele estava há, pelo menos, seis meses do ano correndo um risco diário de que o histórico de informações da organização se transformarem em cinzas a qualquer momento. Tudo porque, apesar de terem uma boa ferramenta e uma boa infraestrutura para realizar o backup, a gestão, que é feita por um time global, acaba não sendo acompanhada como se deve e entendo que isso é devido ao volume de equipamentos, rotinas de backup e localidades gerenciada por esse time, que não dispõe de um sistema adequado para acompanhamento e identificação dos gaps relacionados ao backup.

O monitoramento e o backup do ambiente são fundamentais para nortear o CIO na melhor tomada de decisão sobre a infraestrutura da área. Por meio dos dados fornecidos por esses processos, é possível, por exemplo, identificar vulnerabilidades que podem colocar os dados do cliente em risco. Também é possível identificar, por exemplo, quando o tamanho do backup aumentou, o que pode ser resultado de alteração dos arquivos por causa de uma infecção por Ransomware. Isso para citar apenas alguns exemplos de gaps.

Sem dúvidas, uma infraestrutura de TI composta pelas melhores soluções de tecnologia e suportada por pessoas capacitadas é muito potente. Mas sem um monitoramento automatizado não só dos incidentes, mas também dos processos e com análises inteligentes sobre os dados gerados, corre-se o risco de tudo não passar de mera perda de tempo, dinheiro e – com um pouco menos de sorte – de informações valiosas e, algumas vezes, até mesmo da reputação da TI ou das pessoas envolvidas.

A tranquilidade do gestor de TI também é um serviço que precisa ser valorizado.

*Alexandre Paoleschi, Head of Innovation e CEO da Kymo

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