Estudo: CFOs brasileiros priorizam projetos de TI com alto valor agregado

Pesquisa mostra que apesar de acreditarem na transformação digital, os diretores financeiros apoiam investimentos com alto valor de negócio ou ROI

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10:36 am - 16 de junho de 2021
CFO

Os CFOs brasileiros enxergam os investimentos em transformação digital como a chave para o sucesso das empresas. No entanto, a maioria se recusa a desperdiçar recursos em investimentos de TI de baixo valor agregado ao negócio. Eles também preferem cortar investimentos que não são essenciais para a TI no cenário atual e defendem que os CIOs otimizem investimentos nas tecnologias já existentes.

Os dados são da pesquisa global realizada pela Rimini Street, provedora global de produtos e serviços de software empresarial divulgado na terça-feira (15). Segundo o levantamento, 89% dos diretores financeiros do país encaram os investimentos em transformação digital como um fator de o sucesso para o negócio, bem acima da média global de 71%.

Para Seth A. Ravin, CEO da Rimini Street, isso indica a importância da transformação digital para os CFOs do país, o que reforça que esses investimentos em TI devem ter um claro valor agregado para receber o apoio e atenção desses diretores.

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Quando questionados sobre quais projetos de TI cancelariam quando não há valor de negócio ou ROI significativo, as respostas incluíram “iniciativas de tecnologia disruptiva de última geração” e “grandes projetos de reimplementação e migração de ERP”. Quando não há ROI que justifique, atitudes como somente trocar tecnologias ou as mudanças feitas por imposição dos fabricantes de ERP não geram valor algum para os investimentos em TI.

“Não é surpreendente que os CFOs queiram cancelar projetos de TI que não gerem ROI significativo, como as reimplementações e migrações de ERP obrigatórias, uma vez que estes recursos podem ser liberados para novos investimentos em tecnologia que acelerem o cumprimento das metas de negócios”, acrescentou.

Transformação digital

Quando o assunto é transformação digital, dos 46% dos entrevistados brasileiros citam que está entre as três principais prioridades, contra 37% na média global. Sobre financiar um projeto de transformação digital que irá gerar um ROI significativo, 37% afirmam que ajudariam o CIO a encontrar meios para este financiamento, contra 32% na média global. Além disso, ao mencionar redução de despesas, 80% dos CFOs do Brasil consideram os CIOs sem flexibilidade quando o momento exige corte de custos, contra 32% da média global.

Na visão de Thierry Soret, CFO da Usina Coruripe, o CFO tem um papel bastante estratégico hoje em dia e precisa ter entre seus planos iniciativas de transformação digital que podem melhorar e impactar os negócios. “Como CFO da Usina Coruripe, estou sempre atento aos investimentos em tecnologia sob a ótica de ‘este projeto fará a diferença nos negócios da companhia e fornecerá vantagem competitiva e crescimento’, evidenciou.

Soret acredita que a inovação nas empresas não será resolvida somente por um ERP, mas com o apoio de aplicações voltadas aos negócios. “Assim como os demais CFOs entrevistados enfatizaram, eu precisava de uma solução que otimizasse o que já tínhamos e melhorasse a eficiência operacional”, compartilhou, destacando como a parceria com a Rimini Street liberou recursos para atingir as metas de inovação estratégica, maximizando os investimentos atuais em software.

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