Como convencer os líderes empresariais da importância da IA generativa

Executivos da Lenovo discutem benefícios e desafios da tecnologia

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5:30 pm - 25 de outubro de 2023
Art Hu, CIO da Lenovo sobre IA generativa Art Hu, CIO da Lenovo Foto: Lenovo

IA generativa é apenas um conjunto de dados que ajuda a criar um novo conteúdo com base na compreensão. O resumo de Art Hu, CIO da Lenovo, no Lenovo Tech World, é a chave para explicar para líderes empresariais sobre a tecnologia.

“Eu considero importante porque as pessoas gostam de pensar que a IA generativa está entrando em cena totalmente formada por novos conceitos e não é o caso. Isso é importante porque é uma transição muito boa para os líderes empresariais compreenderem que a tecnologia hoje se baseia em fundações, não apenas tecnologicamente, mas também a partir de processos empresariais”, explica.

Portanto, isso os ajuda a tornar a IA generativa muito mais acessível. Os executivos passam a entender que IA analítica e que já estamos usando muitas das técnicas que são comprovadas na empresa. “Agora, esta é uma extensão disso, para que possamos estender a outras estruturas e músculos que construímos coletivamente. E essa é uma transição mais fácil e que reduz alguns erros, porque você não quer que as pessoas pensem na tecnologia como algo muito misterioso”, frisa o CIO.

Os executivos devem pensar que a tecnologia é acessível e que a empresa é capaz de desenvolver uma sensação mais intuitiva sobre o que a IA generativa é e como eles podem usá-la. “A partir de um guia para profissionais, sobre o qual é pouco falado, certifique-se de que você está pronto para capitalizar. O que isso significa? Acho que a primeira coisa é analisar em relação à segurança, porque essa é a prioridade, especialmente no ambiente empresarial”, comenta Hu.

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Segundo ele, nenhuma empresa quer usar uma tecnologia e descobrir que revelou um segredo da empresa e que os dados foram vazados para um domínio público para sempre sem a intenção de fazê-lo. Em segundo lugar é necessário entender que ainda estamos numa época em que há muito entusiasmo em relação a isso. A nova tecnologia é um processo de “empurra e puxa” que evolui organicamente ao longo do tempo.

Do lado tecnológico, há muitos avanços ocorrendo em todos os níveis da equipe técnica. E depois em torno dos processos porque, além das pessoas, a companhia tem que se cercar do contexto correto para ter o solo fértil desejado para que a IA generativa cresça de forma saudável.

“Acho que um dos debates que muitas vezes passa despercebido, e estamos tendo a conversa errada de forma mais ampla, sobre IA generativa é a história que chama a atenção: humano versus máquina. Mas esse é o tipo errado de discussão. Porque isso eleva a discussão e a cobrança sobre quantos empregos serão perdidos. O que vai acontecer com a economia? Teremos algo semelhante?”, pondera ele.

Para o executivo, uma forma mais produtiva de reformular a questão é pensar no aspecto das pessoas, principalmente se a empresa pensa em implantar a tecnologia e obter benefícios. “Teremos empregos. Mas não no nível que temos hoje. Eu não faço o meu trabalho. Eu realizo atividades ou tarefas específicas relacionadas ao meu trabalho. E com a chegada da IA generativa, teremos uma maneira diferente de pensar sobre isso e quais as tarefas que serão feitas.”

IA permeia todas as empresas

E todas as reflexões não são por acaso. De acordo com Scott Tease, vice-presidente e general manager de Inteligência Artificial da Lenovo, todos os setores serão impactados pela IA. “Onde quer que os dados sejam criados, ou estejam, as coisas tendem a girar ao seu redor em busca de insights. Os dados são a gravidade que puxa a IA para a maioria dos avanços que vemos no mundo hoje.”

Entretanto, para o executivo, há muito mais além da IA generativa. Há visão computacional, grandes modelos de linguagem e processamento de linguagem natural, tantas coisas diferentes da IA. E unindo todas elas, as empresas serão capazes de construir coisas incrível.

Hoje, há dois caminhos sendo percorridos. O primeiro dele é o que está na frente e que vê o valor do que está acontecendo. Esse caminho tem habilidades profundas, está avançando e investindo rapidamente.

O outro grupo está meio preocupado por não entender sobre a tecnologia. “Eles não sabem, eles não entendem esse hardware. É um hardware diferente do que vendemos no passado. Eles não têm uma estratégia de dados que reúne todos os seus dados. Eles não têm essas habilidades de IA. Eles não têm cientistas e arquitetos de dados, e definitivamente não entendem o que significa entregar com precisão. Ou seja, você tem o segundo grupo de clientes que está paralisado”, explica Tease.

Então, se você é uma dessas empresas que corre o risco de ficar para trás, o que vai fazer? Segundo o especialista, tem duas escolhas. “Poderia contratar um monte de cientistas de dados, comprar um monte de hardware que não entende e comprar acesso na nuvem. E iria construir sozinho. Há todos os tipos de armadilhas nisso, a menos que a empresa tenha realmente conhecimento, será um caminho muito difícil”, provoca.

A outra opção é buscar uma companhia que entenda do processo na vertical que você atua. Entretanto, muitas delas são novas ou ainda estão surgindo. Também é arriscado, uma vez que elas não são marcas conhecidas ou globais. Ou seja, a decisão pode ser bastante difícil.

“Eles ainda não têm serviço e suporte. Eles não têm capacidade de financiamento e não têm um histórico comprovado de fazer essas coisas funcionarem. Então, o que fizemos foi encontrar uma maneira de capturar o que de bom essas empresas estão fazendo e colocar em pacotes dentro do que chamamos de inovadores em IA”, finaliza ele.

*a jornalista viajou a convite da Lenovo

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Laura Martins

Editora do IT Forum. Jornalista com mais de dez anos de atuação na cobertura de tecnologia. É a quarta jornalista de tecnologia mais admirada no Brasil, pelo prêmio “Os +Admirados da Imprensa de Tecnologia 2022” e tem a experiência de contribuições para o The Verge.

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