Anatel diz que falar em adiamento de leilão 5G é prematuro

Agência afirma que ainda dá tempo de promover leilão antes do final do ano

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10:00 am - 15 de abril de 2020

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está “monitorando atentamente” os efeitos da pandemia de coronavírus para decidir sobre eventual adiamento do leilão de frequências 5G, alegando ser prematuro discutir o assunto agora.

“Até agora ainda é possível promover o leilão até o final de 2020”, afirmou a Anatel ao ser questionada pela  imprensa. A agência afirmou que está monitorando “como o atual cenário evolui” para decidir se o leilão será adiado para o primeiro bimestre de 2021. “Qualquer análise que indicar a necessidade de adiamento é considerada prematura neste momento”, acrescentou a Anatel.

Na véspera, a associação que reúne as empresas de telecomunicações, SindiTelebrasil, defendeu o adiamento do leilão 5G, tido pelo governo federal como o maior do mundo, diante das incertezas e paralisação econômica geradas pela epidemia no país.

“Como o 5G exige investimentos de bilhões, estas companhias precisam de previsibilidade de longo prazo e é isso que nós não temos no momento”, disse Carlos Daltozo, da Eleven Financial Research. Ele citou, entretanto, que as telecomunicações são um dos poucos setores que têm registrado crescimento de demanda por causa das recomendações de trabalho remoto e ensino online como forma de conter a disseminação do vírus.

As quatro maiores operadoras de telefonia do país, Telefônica Brasil, TIM, Claro e Oi tiveram aumento no consumo de banda larga de entre 12% e 49% entre 30 de março e 5 de abril, segundo a Anatel.

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