TI verde: sustentabilidade no foco das TICs

É necessário que TICs continuem avançando nas práticas ESG, principalmente na questão da sustentabilidade dos data centers

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8:15 am - 04 de abril de 2023
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A TI verde diz respeito à reunião de estratégias focadas em minimizar os efeitos da tecnologia no meio ambiente, evitando desperdícios de recursos com equipamentos, softwares e energia elétrica. O tema, que ganhou nova importância após a pandemia da Covid-19, quando a circulação de pessoas diminuiu drasticamente e a poluição se dissipou sobre as grandes cidades ao redor do mundo, emergirá ainda mais forte nas agendas de negócios globais.

Hoje, a indústria de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) responde por 3% a 4% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), o que pode ser considerado até o dobro da aviação civil, de acordo uma pesquisa do Boston Consulting Group (BCG). E com o tráfego global de dados previsto para crescer cerca de 60% ao ano, a participação da indústria caminhará na mesma proporção nas emissões globais de GEE – a menos que os investimentos em eficiência energética e fontes renováveis possam compensar o efeito.

Embora sejam consideradas emissoras diretas de GEE, na verdade, é a cadeia de fornecimento das TICs, como a energia elétrica, que chega a representar 40% dos custos operacionais de uma operadora de telecomunicações, que polui mais e, por isso, deve acelerar a transição energética com urgência.

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Ainda assim, é necessário que as TICs continuem avançando nas práticas ESG (Environmental, Social and Governance), principalmente na questão da sustentabilidade em Data Centers, visando ambientes mais eficientes. Isso porque, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA), da qual o Brasil é membro associado, os Data Centers consomem hoje aproximadamente 200 Terawatts-hora (TWh) de eletricidade, ou quase 1% da demanda global de eletricidade.

Pensando nisso, em janeiro de 2021, um grupo de provedores de serviços de nuvem e operadores de Data Center na Europa anunciou a formação do Pacto de Neutralidade Climática para Data Centers ou “Acordo Verde Europeu”, que prevê reduções nas emissões de gases que contribuem para o efeito estufa para tornar seu impacto neutro até 2050.

Mas, na realidade, um número preocupa: apenas 37% dos CIOs estão engajados com programas de sustentabilidade na TI, revela um estudo realizado pela Paessler, mostrando também que, mesmo ainda não tendo iniciado a jornada de sustentabilidade em suas empresas, os gestores de TI têm uma clara visão dos pontos a serem modificados e isso faz parte do panorama de crescimento de negócios e aculturamento da organização.

De forma geral, os líderes de TI e Transformação Digital estão adotando análises avançadas e inovação digital para reformularem os projetos, a engenharia e as operações. Dados da pesquisa encomendada pela Aveva mostram que 75% das empresas acreditam estar em uma jornada para realizar a Inteligência de Desempenho, enquanto 89% informam seu compromisso em impulsionar a sustentabilidade.

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Como vimos, a busca de sustentabilidade é um diferencial de negócios, influindo na decisão de compra dos consumidores. Os CIOs sabem disso e estão ativamente se preparando para fazer sua parte nesse avanço, buscando aliados tecnológicos com experiência sólida em Data Centers e empresas de utilities (Eletricidade, Saneamento e Gás) com capacidade para implementar soluções que melhorem a qualidade de vida dos seus clientes finais através da Transformação Digital.

 * Eduardo Costa é CIO da Sonda Brasil

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