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Para brasileiros, futuro do trabalho está na indústria de TI

Trabalhadores brasileiros acreditam que o futuro do trabalho será mais promissor dentro do mercado de trabalho caso tenham uma carreira voltada à tecnologia. A conclusão é da pesquisa “Skills Outlook Employee View”, conduzida pela Pearson em parceria com o Google. De acordo com o estudo, pelo menos 60% dos entrevistados enxergam novas oportunidades surgindo aos segmentos atrelados à tecnologia.

A pesquisa identificou que o interesse para indústrias em particular varia entre as gerações entrevistadas. No Brasil, para a Geração Z, as áreas de Ciência de Dados (11%) e Saúde/Farmacêutica (11%) são as mais visadas. Já para os Millennials, as áreas de Eletrônica/Computação (12%), Ciência de Dados (10%) e Educação (10%) são as mais promissoras.

Por fim, para os profissionais da Geração X, a Eletrônica/Computação (9%) e a Inteligência Artificial (9%) são as indústrias do futuro.

No país, 40% dos entrevistados ainda disseram estar interessados em acompanhar o que ao ecossistema tecnológico pode abrir de possibilidades para as suas carreiras no futuro.

Leia também: Empresas brasileiras apostam em ESG para atrair geração Z

Apesar dos desafios globais no mercado de TI, no Brasil o setor ainda sofre pela falta de profissionais qualificados. Levantamento da Brasscom (Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) traça uma demanda de 797 mil talentos de tecnologia entre 2021 e 2025 —em média, 159 mil ao ano no contexto nacional. O estudo também projeta um déficit de profissionais dessa área: há apenas 53 mil graduados com perfil tecnológico, número que não supre a demanda.

“Apesar de vermos as grandes empresas de tecnologia diminuírem sua velocidade de contratações recentemente, no Brasil o mercado segue aquecido e ainda enfrenta um apagão profissional. Empresas de diferentes setores e portes buscam mão de obra qualificada para acelerar sua transformação digital e modernizar seus produtos e serviços. A pesquisa mostra que os trabalhadores brasileiros estão sintonizados com essa tendência e anseiam por educação e qualificação de olho no longo prazo”, afirma Diego Sette, diretor de tecnologia da Pearson.

De fato, os trabalhadores acreditam que o aprendizado contínuo é diferencial na carreira. Atualmente, 81% dos brasileiros entrevistados estão aprendendo ou planejando aprender novas habilidades ou inscrever-se em um programa educacional; 46% estão mais propensos a usar aplicativos ou plataformas de aprendizagem e 44% deles preferem fazer cursos de curta duração. A maioria, inclusive, sugere que as universidades deveriam oferecer mais programas não acadêmicos aos adultos que já trabalham.

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