Elon Musk processa OpenAI por não cumprir acordo inicial de uma IA de código aberta

O empresário alega que a parceria com a Microsoft desviou a OpenAI de sua missão original de beneficiar a humanidade

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5:00 pm - 01 de março de 2024
Elon Musk

O empresário Elon Musk iniciou um processo contra a OpenAI, apresentado na quinta-feira no Tribunal Superior de São Francisco, nos EUA, acusando a empresa de violar um acordo inicial de desenvolvimento de inteligência artificial (IA) em prol da humanidade. Musk alega que a recente parceria da OpenAI com a Microsoft comprometeu a dedicação original da empresa à IA de código aberto e pública.

Segundo o processo, a OpenAI teria se tornado uma subsidiária de fato da Microsoft, visando maximizar os lucros da gigante tecnológica em detrimento dos ideais de benefício à sociedade. O processo destaca também a demissão e posterior reintegração de Sam Altman como CEO da OpenAI, questionando a mudança de liderança como reflexo de uma agenda orientada para o lucro.

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“A OpenAI, Inc. foi transformada em uma subsidiária de fato de código fechado da maior empresa de tecnologia do mundo: a Microsoft. Sob seu novo conselho, ela não está apenas desenvolvendo, mas refinando uma AGI [inteligência artificial geral] para maximizar os lucros da Microsoft, em vez do benefício da humanidade”, diz Musk no processo.

O executivo da Tesla argumenta que a Microsoft exerce influência sobre a OpenAI e seu conselho, impedindo a declaração do GPT-4 como IA geral, mantendo assim a tecnologia privada e lucrativa. O processo visa reverter a OpenAI para uma postura de código aberto e impedir que a empresa e a Microsoft lucrem com a tecnologia de IA geral da empresa.

Elon Musk alega que a Microsoft, embora não seja mencionada como ré no processo, detém uma posição significativa na questão. Em 2020, a empresa obteve exclusividade para o modelo de linguagem GPT-3 da OpenAI. Agora, a Microsoft afirma direitos sobre o GPT-4 da OpenAI, alegando que ainda não atingiu o nível de AGI, o que manteria seus privilégios de licenciamento.

“Os detalhes internos do GPT-4 são conhecidos apenas pela OpenAI e, de acordo com informações e crenças, pela Microsoft. O GPT-4 é, portanto, o oposto de ‘IA aberta’ (…) E está fechado por razões comerciais de propriedade: a Microsoft tem a oportunidade de lucrar vendendo o GPT-4 ao público, o que não seria possível se a OpenAI — como é exigido — disponibilizasse gratuitamente a tecnologia ao público”, diz Musk no processo.

“Contrariamente ao Acordo Fundador, os Réus optaram por usar o GPT-4 não em benefício da humanidade, mas como tecnologia proprietária para maximizar os lucros literalmente da maior empresa do mundo”, acrescenta.

A saída de Musk do conselho da OpenAI, em 2018, e o subsequente conflito entre o conselho e Sam Altman, relacionado ao desenvolvimento do GPT-4 e suas iterações futuras, reflete suas preocupações sobre possíveis impactos na segurança pública decorrentes do avanço da IA. Musk é um dos líderes de tecnologia que assinou uma carta aberta, em março do ano passado, pedindo uma pausa no desenvolvimento de IA devido aos riscos considerados profundos para a sociedade e a humanidade.

*Com informações do Courthouse News

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Redação

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