Estudo divulgado na quarta-feira (21) pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) apontou que 85 milhões de empregos serão eliminados até 2025 por conta das soluções de automação, que cresceram de forma significativa durante a pandemia.
“Houve uma desaceleração na taxa de criação de empregos”, disse Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial, em entrevista à CNBC. “Isso não é uma surpresa, dados os bloqueios que estão ocorrendo e a recessão que se seguiu.”
“Ao mesmo tempo”, completa a executiva “se olharmos para as projeções que os chefes de RH e aqueles que estão na linha de frente ao tomar essas decisões estão dizendo, descobrimos que a taxa geral de criação de empregos ainda ultrapassará a taxa de destruição de empregos.”
A geração de empregos citada por Zahidi está estimada em 97 milhões de novos empregos sejam criados, o que significa um acréscimo geral de 12 milhões de empregos.
O relatório aponta que metade das pessoas que tiverem os empregos mantidos nos próximos anos deverão aprender novas habilidades, em especial competências que auxiliem na gestão de plataformas digitais.
O WEF também destacou a rápida mudança para o trabalho remoto ocorrida a partir de março, quando a crise da saúde levou as empresas a fecharem seus escritórios.
Segundo o relatório, os empregadores podem transferir até 44% de sua força de trabalho para operar remotamente, mas acrescentou que 78% dos líderes empresariais esperam que as formas atuais de trabalho afetem negativamente a produtividade, já que algumas indústrias lutam para se adaptar.
De acordo com o relatório, estes são alguns dos empregos que o WEF acredita que serão eliminados em 2025
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