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6 CEOs contam como garantem as melhores empresas para se trabalhar

Por Redação

As melhores empresas para se trabalhar no Brasil e no mundo contam com alguns denominadores comuns. Respeito às individualidades, abertura ao diálogo, incentivo à educação, mentoria, promoção de políticas de diversidade e equilíbrio entre vida profissional e pessoal, são algumas das características que atravessam e aproximam essas empresas de seus funcionários. O resultado, garantem as lideranças, são empresas com colaboradores mais engajados, um reflexo inevitavelmente positivo aos negócios.

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Mas afinal, como para garantir que todas essas instâncias sejam respeitadas? Ainda mais em um ano atípico como foi o de 2020 para as organizações? Seis líderes de grandes companhias de tecnologia – e avaliadas por seus funcionários como Melhores Empresas para Trabalhar – contam como trabalham para garantir ambientes diversos, criativos e abertos.

Adobe: investimento em educação e abertura ao diálogo

“É fundamental ter um ambiente de valorização aos diferentes talentos e entender a necessidade de cada um para ajudá-los a se desenvolverem em todos seus aspectos, tanto profissionais quanto pessoais. Temos fundos de educação de até R$ 40 mil por ano/funcionário, treinamentos internos, coaching e outras ações como forma de investir no desenvolvimento dos nossos colaboradores. A cultura empresarial da Adobe também é aberta ao diálogo e às diferenças, para que a empresa como um todo tenha a humildade de evoluir e aprender também com os próprios colaboradores, pois surgirão ideias novas e únicas que poderão agregar ao negócio e ao ambiente de trabalho”, destaca Federico Grosso, general manager da Adobe Latam.

Microsoft: empatia, diversidade e inclusão

“Eu tenho muito orgulho de a Microsoft ter sido escolhida a Melhor Empresa para se Trabalhar entre as Multinacionais Médias instaladas no Brasil e também a Melhor Empresa para se Trabalhar em TI pelo GPTW. Esse resultado é especial, pois representa a voz dos nossos colaboradores, que são o principal ativo da companhia, e mostra que estamos no caminho certo. A Microsoft passou por uma profunda transformação cultural e ainda continua nessa jornada. Nós temos focado nossos esforços em incentivar uma mentalidade de crescimento e de aprendizado com base em três pilares: obsessão por nossos clientes; atuar como uma companhia unificada, o que internamente chamamos de One Microsoft; e sermos uma empresa cada vez mais diversa e inclusiva. Nós acreditamos que é necessário ter uma equipe com perfis e referenciais diversos, que possa compreender as demandas da sociedade e gerar inovação. Queremos que a sociedade esteja representada dentro da empresa, e eu e o time de liderança da companhia estamos atentos para que esse objetivo seja cumprido. Diariamente, exercitamos a empatia e pensamos nas mais diversas formas de gerar clareza e alinhamento com os colaboradores, principalmente neste momento em que estamos trabalhando remotamente há nove meses. Temos que ser intencionais para garantir que ofereçamos o melhor ambiente de trabalho e que todos os funcionários tenham as ferramentas e o suporte necessário para exercer sua função com excelência”, conta Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

Schneider Electric: confiança entre equipes melhora engajamento e retenção de talentos

“Proporcionar acolhimento e motivação ao pessoal é de extrema importância para qualquer empresa. Dessa forma, estamos sempre abertos para receber sugestões e ouvir dos nossos colaboradores como podemos melhorar. Com isso, intensificamos ainda mais a confiança dos funcionários na companhia, assim como a confiança entre as equipes. Ao seguir por esse caminho, é possível impulsionar a retenção de talentos e melhorar o engajamento dos colaboradores. Isso impacta de maneira bastante positiva os negócios, com o aumento da competitividade, e torna o ambiente de trabalho mais saudável e eficiente. Na Schneider Electric, essa cultura organizacional faz parte da nossa história e estamos em uma jornada constante de melhorias e transformações da gestão de pessoas. Nossa política de flexibilização de trabalho, por exemplo, foi lançada em 2017 e teve fortes adaptações em função do contexto atual. O teletrabalho já virou uma realidade para nós. Temos também uma política de licença familiar diferenciada, com tempo para cuidar de familiares enfermos ou mais velhos. Ainda, o que torna a Schneider Electric um ótimo lugar para trabalhar são nossas políticas e ações voltadas para diversidade e inclusão. Essa agenda foi lançada pela primeira vez em 2016. Para exemplificar, cito nossos objetivos para atingir a equidade de gênero: aumentar a representação feminina na admissão para 40% e nos cargos de liderança para 30%. E estamos bem próximos de alcançá-los”, conta Marcos Matias, presidente da Schneider Electric Brasil.

CI&T: coragem empreendedora coletiva

“Algumas características definem o que é a CI&T e nosso time, e como isso promove o sucesso de termos um ambiente diferenciado e inovador para trabalhar. Somos uma empresa que sorri, que tem alegria como um valor fundamental no nosso dia a dia. Temos também energia para fazer diferente, para ir além das fronteiras e buscar o caminho que realmente gera impacto – e temos isso de sobra na CI&T. Contamos com garra para tentar, aprender e fazer juntos. A garra traduz a coragem empreendedora para cair, levantar e acertar. Não sozinho, mas como um time. E tudo isso resulta em orgulho de ter uma história de cocriar e tirar do papel uma empresa em que as pessoas se sentem bem e que mergulham nos desafios. Trocamos de pele o tempo todo, mas seguimos com a mesma autenticidade. E graças às nossas pessoas, vivemos um sonho coletivo de construir algo grande, diferente, e que tenha protagonismo. O ano de 2020 foi de extremo desafio para todos. Mas serviu para colocar à prova nossa cultura e nossa capacidade de mudar e se reinventar. Com nossas pessoas, sonharemos juntos para ser não apenas a melhor empresa para se trabalhar no Brasil – e uma das melhores do mundo. A gestão das nossas pessoas faz com que possamos sonhar mais alto e ser um símbolo de diversidade, de sustentabilidade e de inclusão no ambiente corporativo. Podemos ser o exemplo de companhia que ajudará a sociedade a se conectar e desenhar o século 21, na busca por um mundo menos desigual, mais justo e essencialmente mais humano”, conta Cesar Gon, CEO e cofundador da CI&T.

Atos: respeito ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal

“Tendo em vista que o bem-estar e o engajamento dos colaboradores devem integrar uma boa estratégia de negócios, nós tornamos esses fatores cruciais nas nossas operações tanto no Brasil quanto em outros países da América do Sul. Desde o início da minha gestão, em março do ano passado, temos fortalecido o conceito de digital workplace. Com isso, mesmo antes do cenário de pandemia, nós já tínhamos o modelo híbrido de trabalho. Foi o caminho que achamos para fazer com que nossos profissionais tivessem a melhor experiência e um equilíbrio real entre vida pessoal e trabalho, alinhado com ações que visavam não só o lado profissional, mas a realização pessoal de cada um. Por exemplo: nossos colaboradores criaram um livro de receitas, tivemos vários concursos, e até uma banda musical foi formada. Além disso, temos oferecido capacitações na área de tecnologia para nosso pessoal. A ação é realizada por meio de academias de desenvolvimento, com cursos, workshops e materiais de diferentes áreas. Esse projeto é prioritário e tem ganhado cada vez mais espaço internamente. Para dar uma dimensão, temos mais de 10 mil cursos disponíveis na nossa plataforma”, conta Nelson Campelo, CEO da Atos para América do Sul.

Logicalis: RH proativo, liderança horizontal, capacitação e mentoria

“Na Logicalis, valorizamos muito um ambiente de trabalho não discriminatório e favorável a minorias, e entendemos que uma boa empresa para se trabalhar é aquela em que as pessoas se sentem confortáveis e interagem tranquilamente. Isso contribui para que sejam mais produtivas e mais felizes. Quando assumi a liderança – no Brasil e depois na América Latina -, tentei colocar um pouco da minha história acadêmica na minha gestão, já que fui criado nessa realidade: a de um universo horizontalizado, em que as pessoas se sentem confortáveis onde trabalham. Na prática, para cumprir com esse objetivo, é necessário um RH proativo, conectado com os profissionais, que entenda seus desafios, sonhos e angústias, e possa garantir seu desenvolvimento. Olhamos muito para esse fator e temos estruturas organizacionais dedicadas a isso. Contamos com um centro de competências, visando ao treinamento, à capacitação, ao desenvolvimento e à mentoria de todos os colaboradores, além de ações que visam a reflexões sobre o ambiente de trabalho. Estamos o tempo inteiro proporcionando esses debates, para que os colaboradores possam expor suas ideias e discutir, de modo que tenhamos um ambiente bacana para todos. Outra prática que vale destacar é nosso planejamento estratégico. Temos um exercício anual, muito inclusivo, no qual criamos grupos de estudo em que as pessoas se conectam e dão opiniões. É um exercício muito rico em que surgem ideias inovadoras, além de ser uma oportunidade para os profissionais se destacarem para toda a empresa. Contamos ainda com uma avaliação de performance 360º muito profunda e, dessa maneira, conseguimos ter visibilidade sobre performance e potencialidade para que os colaboradores sigam crescendo. Por fim, temos alguns programas de inovação, em que pessoas de todas as áreas se organizam em grupos e propõem soluções tecnológicas para resolver problemas de negócios ou da sociedade. Essa é uma maneira muito positiva de estimular nosso talento interno”, conta Rodrigo Parreira, CEO da Logicalis América Latina.