Benchmark para empresas de TI, Natura &Co tem políticas para mães há mais de 30 anos

Gigante conta com uma série de iniciativas para mães, com o compromisso de proporcionar uma melhor experiência e promover equidade de gênero

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3:21 pm - 12 de maio de 2023
Mariana Talarico Natura e Co mães

Gigante nacional de cosméticos, a Natura &Co respalda toda a sua história, iniciada em 1969, no cuidado com as pessoas. O grupo é composto por quatro marcas – Avon, Natura, The Body Shop e Aesop – e um dos seus pilares é o cuidado com as mulheres e mães.

Em sua Visão de Sustentabilidade 2030, dentro do pilar de Direitos Humanos, a empresa se compromete a garantir que as mulheres possam evoluir em suas carreiras em todos os negócios, criando ações que começam na contratação e que se estendem ao longo da jornada, como benefícios que lhes permitam conciliar carreira e maternidade, sem lidar com o dilema de ter que escolher entre um e outro.

“Uma empresa inclusiva é aquela que possibilita essa segurança”, conta Mariana Talarico, diretora de Cultura e Desenvolvimento Organizacional de Natura &Co para América Latina.

Segundo ela, a empresa conta com uma série de iniciativas para mães, com o compromisso de proporcionar uma melhor experiência e promover equidade de gênero. A Natura&Co, inclusive, é benchmark para diversas empresas nacionais e internacionais, incluindo as de tecnologia.

“Direcionamos as ações não apenas para as mães, mas para apoiar também famílias, pois acreditamos que o compromisso com o desenvolvimento dos filhos não é só um trabalho feminino. Nosso foco é criar consciência sobre a corresponsabilidade na criança”, revela a executiva.

Como parte dessa jornada, Mariana comenta que, além da licença-maternidade de seis meses, o berçário da empresa, inclusive, é um benefício existente para as mães da Natura há mais de 30 anos.

“Para contribuir com a redução da sobrecarga da jornada de trabalho das mulheres, no Brasil, disponibilizamos também desde 2018 vagas para os filhos de colaboradores homens. O benefício é ofertado para mães e pais de crianças até dois anos e 11 meses. Também oferecemos o auxílio-creche para mães que retornam da licença maternidade com filhos até os dois anos e 11 meses”, completa ela.

O benefício do berçário no Nasp, sede administrativa da Natura, em Cajamar, é ofertado para mães e pais de crianças da Natura&Co até 2 anos e 11 meses. Há ainda o auxílio-creche para mães que retornam da licença-maternidade com filhos até os 2 anos e 11 meses e atividades como day off, em que as mães podem usufruir de um dia livre no mês de maio.

Nina Cotrim Kauss, Talent Management da Natura &Co América Latina, desfruta do benefício e comemora a possibilidade de ter o filho perto, enquanto trabalha. “Tenho o berçário como meu porto seguro há pouco mais de um ano, coincidindo com a volta aos escritórios no período pós-pandemia, e sem dúvida é um importante símbolo de conexão, propósito e cuidado de Natura &Co comigo, como mãe, profissional e cidadã. A certeza de ter uma superestrutura, com super profissionais ao meu lado, me dá a segurança, tempo e energia para trazer o meu melhor para o mundo todos os dias.”

Para Débora Gentil, gerente de Marketing sênior da Natura &Co, o benefício do berçário foi uma experiência única para sua família. “Foi uma união de fatores positivos tanto físicos, quanto psicológicos e emocionais. Poder retornar ao trabalho, continuar amamentando, estar perto da Stella e saber que ela estava em tão boas mãos, foi um sentimento muito acolhedor. Aliviou um pouco a carga intensa da maternidade e possibilitou a ela outras vivências afetivas.”

Preocupação com diversidade e equidade

Mariana conta que desde 2014, como parte da estratégia de diversidade, equidade e inclusão (DE&I) da Natura&Co, um dos pilares de transformação organizacional da companhia, há uma forte meta de aumentar o número de mulheres em cargos de liderança e eliminar a diferença salarial de gênero.

Recentemente, a empresa anunciou progressos significativos em remuneração equitativa, dando fim a diferenças salariais inexplicáveis entre homens e mulheres. O avanço faz parte das metas da Visão 2030 de Natura &Co, batizado de Compromisso com a Vida, que visa implementar as ações necessárias para garantir, até 2023, equidade salarial, eliminando qualquer diferença de gênero em todas as empresas da holding.

“Na América Latina, alcançamos em 2020 a meta prevista para 2023 de ter 50% de mulheres na alta liderança (cargos de diretoria presentes nos três níveis mais altos) – a companhia encerrou 2022 com 52% de mulheres na alta liderança. Atualmente, elas são maioria em todos os níveis funcionais, exceto o operacional. Ainda, desde 2020 Natura &Co América Latina realiza ações de apoio às mulheres em situação de violência de gênero, que abrangem colaboradoras, consultoras e representantes de todas as marcas da holding, respaldadas pela Política de Enfrentamento à Violência de Gênero”, enumera ela.

Com a crença de que iniciativas de inclusão devem estar presentes desde o primeiro contato da empresa com a profissional, a companhia observa que todos saem ganhando com essa estratégia. O negócio, que terá um ambiente de trabalho cada vez mais diverso e inclusivo, e as colaboradoras, que terão condições dignas de conciliar carreira e maternidade.

“Para que isso ocorra, estabelecemos algumas medidas para incentivar a equidade de gênero na companhia, como garantir que pelo menos 50% dos finalistas em todos os processos de seleção, de qualquer nível hierárquico, sejam mulheres. Também consideramos a porcentagem de mulheres na liderança como meta para resultados de PLR/bônus”, pontua. Com um quadro hoje de 18 mil colaboradores, 70% são mulheres.

Escuta ativa

A diretora de Cultura e Desenvolvimento Organizacional de Natura &Co para América Latina reforça que para manter uma cultura de cuidado com as pessoas é preciso, naturalmente, ouvir quem faz parte dela e gerar aprendizados e melhorias. “É um processo permanente de diálogo, mas, acima de tudo, de escuta ativa das necessidades de nossos colaboradores”, observa.

Um exemplo citado por ela aconteceu durante a pandemia. A empresa realizou uma série de pesquisas para entender como as mulheres estavam lidando com a nova rotina e descobriu várias dificuldades, como o aumento da carga horária de trabalho, da ansiedade e de distrações, e a necessidade de ter mais tempo para cuidar dos filhos e de outros familiares.

Para ajudá-las, comenta a executiva, foram enviados equipamentos ergonômicos de escritório. Além disso, a empresa estabeleceu pausas durante o trabalho e ofereceu serviços para o cuidado com a saúde física e mental, como ginástica laboral, meditação online e ampliação da telemedicina. “Também recomendamos que reuniões não fossem marcadas antes das 9h ou após às 18h, além do horário estendido de almoço. Além de promover conversas individuais e em grupos com pais e mães para auxiliar nas questões de confinamento.”

Na visão de Mariana, outro fator importante para valorização de mulheres e mães é a inclusão de gestores e colaboradores nessa jornada, não só as altas lideranças, ainda que sejam apoiadores fundamentais dessas iniciativas. “Todos na empresa, não só o time de Recursos Humanos, devem ser conscientizados da importância do tema e o quanto isso traz benefícios para a organização, sendo capaz de reconhecer as diferenças e agir para que sejam eliminadas”, conclui.

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