Yahoo quer COPE contra BYOD
<p>Fora algumas restrições de gerenciamento de dispositivos e aplicativos, os usuários estariam livres para usar os telefones corporativos como se fossem pessoais</p>

A ideia de que a nova CEO do Yahoo, Marissa Mayer, quer que todos os funcionários se tornem usuários do iPhone criou um grande burburinho esta semana. De acordo com o Business Insider, duas fontes afirmam que ela está considerando a mudança. O All Things D confirmou a história, com a ressalva de que aparelhos Android também poderão ser uma opção para os funcionários do Yahoo.
A mudança pode ter várias motivações, incluindo a elevação de moral, substituindo os modelos BlackBerry da empresa por dispositivos móveis mais modernos e progressistas, e até mesmo a padronização de uma série de aparelhos. Mas ainda mais interessante do que suas motivações é o fato de a CEO estar contrariando a tendência do “traga seu próprio dispositivo”, BYOD na sigla em inglês.
A entusiasmada inclusão do BYOD em empresas dos mais variados portes e ramos de atividade começou a fazê-lo parecer inevitável na vida dos negócios do século 21, e um enorme desafio para a TI corporativa. Ao contrariar essa tendência, a CEO do Yahoo pode estar promovendo uma estratégia móvel alternativa para o BYOD: um modelo conhecido como COPE (sigla em inglês para “de propriedade da empresa, pessoalmente habilitado”), aprovado pelo Fórum de Mobilidade Empresarial.
O modelo COPE não pretende voltar aos dias anteriores à tão propalada “consumerização de TI”. Seu objetivo é fornecer muitas das vantagens da consumerização que o BYOD traz. A diferença é que o COPE objetiva tornar a mobilidade consumerizada mais segura e gerenciável, incentivando os usuários a selecionarem as ferramentas que funcionam melhor para eles.
Fora algumas restrições de gerenciamento de dispositivos e aplicativos, os usuários estariam livres para usar os telefones como se fossem deles próprios. Poderiam tirar fotos de suas famílias, instalar e jogar, acessar contas pessoais de e-mail e se conectar às suas redes sociais. Eles também estariam livres para selecionar as ferramentas e aplicativos de negócios que funcionassem melhor para eles.
Se um funcionário deixar a empresa, tem a opção é comprar o aparelho – após todos os dados corporativos serem removidos. O efeito não é tão diferente do BYOD. O custo provavelmente seria semelhante, particularmente em programas de BYOD que oferecem opções de partilha de custos. Algo diferente, no entanto, é que não há questionamento sobre quem é o dono do dispositivo e seu número de telefone atribuído, e não há dúvida de que o aparelho e o usuário precisam aceitar políticas e restrições.
Obviamente, não é certo se o Yahoo seguirá esse modelo, mas por conta do alto perfil da empresa, a notícia deixa claro a qualquer organização que existe uma alternativa eficaz para o BYOD que suporta as vantagens da tendência mais ampla da consumerização.
