Palo Alto registra alta na procura por segurança em IA
CEO Nikesh Arora afirmou à CNBC que empresas elevaram pedidos de reuniões sobre riscos de IA

A Palo Alto Networks registrou forte aumento na procura de clientes por orientações sobre segurança em inteligência artificial (IA), segundo o CEO Nikesh Arora, em entrevista à CNBC. De acordo com a reportagem, o executivo afirmou que a companhia recebeu cerca de 1,2 mil solicitações de reuniões relacionadas a riscos de IA em um curto período, volume semelhante ao total de encontros realizados em todo o ano anterior.
Ainda segundo a CNBC, Arora disse que a empresa já realizou aproximadamente 800 dessas reuniões nas últimas 12 semanas e ainda tinha cerca de 400 compromissos pendentes. A demanda, conforme relatado pelo executivo ao programa “Mad Money”, apresentado por Jim Cramer, reflete a preocupação de empresas com ataques cibernéticos impulsionados por IA e com a necessidade de preparar ambientes corporativos para ameaças mais sofisticadas.
A entrevista ocorreu após a Palo Alto Networks divulgar resultados trimestrais acima das expectativas e elevar suas projeções para o ano fiscal de 2026. Segundo a Reuters, a companhia passou a prever receita anual entre US$ 11,415 bilhões e US$ 11,425 bilhões, acima da estimativa anterior, que ficava entre US$ 11,28 bilhões e US$ 11,31 bilhões. A empresa também aumentou sua previsão de lucro ajustado por ação para a faixa de US$ 3,77 a US$ 3,79.
No terceiro trimestre fiscal, a receita da Palo Alto Networks cresceu 31% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 3 bilhões. O resultado superou a estimativa de US$ 2,94 bilhões compilada pela LSEG, segundo a Reuters. As ações da companhia subiram 7,4% no after-market após a divulgação dos números.
IA amplia pressão sobre estratégia de cibersegurança
De acordo com a CNBC, Arora afirmou que os clientes não procuram a empresa apenas para resolver problemas atuais, mas para entender como se preparar para uma nova geração de ameaças digitais baseadas em IA. O executivo defendeu que a inteligência artificial está ampliando a necessidade de segurança cibernética e não reduzindo o papel dos fornecedores do setor.
Na avaliação apresentada por Arora à CNBC, a Palo Alto Networks não deve ser vista como uma vítima da IA, mas como uma empresa que pode usar a tecnologia para ampliar a proteção digital. O CEO também contestou a tese de que a IA generativa (GenAI) poderia reduzir de forma estrutural a relevância de empresas de software como serviço, discussão que ganhou força entre investidores sob o termo “SaaSpocalypse”.
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A Reuters informou que a demanda por produtos de cibersegurança voltados à nuvem, identidade e inteligência artificial tem crescido diante de um ambiente de ameaças mais complexo. A Palo Alto Networks oferece soluções integradas para segurança de redes, nuvem, identidade e IA, áreas que vêm concentrando investimentos corporativos à medida que empresas incorporam novos sistemas digitais e modelos generativos em seus ambientes de negócio.
A reportagem da CNBC também contextualiza a recuperação recente das ações de empresas de cibersegurança, após um período de pressão no mercado provocado por dúvidas sobre o impacto da IA nos modelos tradicionais de software. Segundo o texto, nomes como Palo Alto Networks e CrowdStrike passaram a ser reavaliados por investidores diante da percepção de que a própria IA pode aumentar a demanda por novas camadas de proteção.
Para executivos de tecnologia e negócios, o ponto central levantado pela reportagem está na mudança de prioridade nas organizações. A segurança em IA deixou de ser tratada apenas como uma questão técnica e passou a integrar decisões sobre risco corporativo, continuidade operacional, proteção de dados, governança digital e investimentos em infraestrutura de segurança cibernética.
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