Watson como serviço: IBM dá novo uso ao seu supercomputador

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9:00 am - 18 de março de 2014

A IBM deu mais um salto em sua proposta de colocar o supercomputador Watson para trabalhar diretamente nas empresas. Após disponibilizar a capacidade cognitiva da máquina para empresas da área de saúde e instituições financeiras, como o CitiBank, a Big Blue apresenta o Watson Engagement Advisor, que permitirá às empresas interação em áreas chaves do relacionamento com o cliente, como atendimento, marketing e vendas.

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A solução rodará na nuvem e por meio de análises de grandes volumes de dados, atrelada à computação cognitiva do Watson, as empresas conseguirão ampliar e otimizar o relacionamento com seus clientes. O sistema também será disponibilizado aos clientes por meio de dispositivos móveis, com a aplicação Ask Watson, que trará respostas às dúvidas dos consumidores e tem a promessa de tornar as decisões e resoluções de problemas mais assertivas. O Watson Engagement Advisor é parte da iniciativa Smarter Commerce da IBM.

Jose Carlos Duarte, CTO da IBM Brasil, afirma que, aos poucos, a Big Blue vai disponibilizando novas formas de usar toda a capacidade do Watson em diferentes segmentos da indústria. Segundo ele, a intenção da companhia é capacitar seu supercomputador para dar vazão às diversas iniciativas que levam o chapéu ?Smarter?.

Para a IBM, o Watson Engagement Advisor vem ao encontro das necessidades das empresas que observam a expansão da forma de fazer negócios por meio da internet, em dispositivos móveis, e no relacionamento em mídias sociais. Com isso, a extração de informações relevantes sobre os clientes é essencial para ajudar a garantir que as interações sejam ajustadas, fazendo a balança ficar equilibrada tanto para o usuário quanto para a empresa. ?É um grande benefício para áreas de marketing e vendas?, comenta Duarte.

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Cientista chefe de pesquisas na IBM Brasil, Fabio Gandour avalia como o grande trunfo do Watson a capacidade de armazenamento. ?Envolve processamento, claro, mas para ter acesso a informações corretas, que auxiliam na tomada de decisões, somente com uma grande memória e inteligência cognitiva, pois a análise semântica e que levantará a resposta correta para as perguntas e necessidades dos clientes e usuários?, avalia.

Desde sua estreia na televisão, durante o programa Jeopardy! (imagem abaixo), o Watson teve aumento de 240% no desempenho de seus sistema e redução de 75% de seu tamanho. O sistema pode ser colocado para rodar num único servidor Power 750 com Linux ou disponibilizado na nuvem, afirma a IBM.

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Questionado sobre a diferença com a Siri, Marcio Lobo Netto, professor do Departamento de Engenharia Eletrônica e Sistemas do Grupo de Ciências Cognitivas (Cognitio), foi enfático ao dizer que ?o que a Apple propõe é a busca por voz na internet? e não um sistema semântico de tomada de decisões.

Da mesma forma, segundo ele, a capacidade do Watson extrapola a proposta do Google Now, que embora tenha um sistema semântico para correlacionar informações de trânsito com a agenda, por exemplo, ainda é muito incipiente em sua proposta de tomada decisões para grandes feitos, ?como ajudar a área de saúde a entender patologias médicas para buscar soluções ou desenvolver novas metodologias, ou auxiliar instituições financeiras a entender as mudanças do mercado para fazer aplicações mais assertivas?.

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