VMware terá data center no Brasil em 2014

Em menos de um ano, a VMware deve inaugurar um data center no mercado brasileiro. Com quatro centro de dados nos Estados Unidos, um na Europa e um na Ásia, o Brasil está nas prioridades da companhia para contar com uma infraestrutura do gênero ainda em 2014, conta Fabio Costa, country manager da fornecedora para o País.
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Com a estrutura no País, a empresa consegue fazer com que seus clientes mantenham seus dados entre data centers locais (baseados em VMware) e o da própria fabricante, o que, promete Costa, irá facilitar a gestão das infraestruturas e o tráfego de informação entre eles. ?O data center totalmente virtualizado é muito mais rápido e barato?, afirma o country manager da VMware.
Mas a ideia é começar aos poucos. Diz ele que, inicialmente, a empresa não contará com um ?data center monstro? no País. Isso devido aos custos que envolvem a abertura de uma estrutura como esta, como energia e banda larga, por exemplo. Conforme aumenta o volume de solicitações e negócios na infraestrutura da fabricante, o data center cresce. ?É igual estrada. Tem que construir aos poucos.?
Com isso, a proposta de data center definido por software ganha força e a oferta de infraestrutura como serviço também. Embora afirme que a iniciativa não será realizada em parceria com a EMC, vale ressaltar que a própria EMC está em busca de emplacar uma oferta de storage-as-a-service na região.
Concorrência com próprios parceiros?
Segundo o executivo, não. Parceiros de serviços gerenciados na nuvem (UOL, Tivit etc) não ganharão um competidor. ?A VMware é uma empresa de software?, diz. ?Queremos criar e desenvolver um novo formato de negócios. Vamos vender assinaturas. As empresas vão comprar nossas licenças para operar virtualizadas?, explica. ?Seja no nosso data center ou do parceiro, o cliente está rodando conosco.?
Então para que ter a infraestrutura no País? Além de ser um movimento natural, a ideia é continuar crescendo dentro do mercado corporativo e dar uma opção para integração e serviços para os canais. ?Não somos uma empresa de data center. Somos uma empresa de software. E vamos vender licenças e mudar o modelo de contratação de serviços e soluções?, ratifica.
O papel do canal terá que evoluir. E muito. ?Vendemos virtualização por muito tempo. Agora vamos para a nuvem. Não mais eles terão apenas que vender licença, mas também fazer a integração, implantar serviços?, visualiza o country manager.
E ele deixa claro que a companhia não tem plano para vender direto. ?Para que ficar como a Oracle e a Microsoft, brigando com os parceiros? Vendemos software, os canais vão ganhar com serviços e terão uma infraestrutura nossa para apostar?, ressalta. ?A VMware no Brasil cresceu por causa dos canais. Não vamos deixar de ter a força dos parceiros.?
Hoje, são cerca de 1,1 mil canais no País, sendo 400 ativos (que transacionam mensalmente).
Fogo cruzado com a AWS
A Amazon Web Services está na mira da fabricante. ?Vamos entrar descaradamente na briga com a Amazon?, ressalta Costa. ?Eles não são clientes ou parceiros.?
Modelo de terceirização da AWS, já fortalecido em PMEs, chama a atenção grandes empresas. Além disso, a AWS atrai muitas aplicações de empresas distintas para sua carteira de clientes, o que aumenta a força da companhia mundialmente.
Porém, para Costa, quando uma empresa tem softwares ou aplicações rodando internamente e também na AWS, a migração de informações do fornecedor para dentro de casa exige ?um esforço hercúleo?. Na visão do executivo, as empresas cada vez mais optam por infraestruturas híbridas, com nuvem privada e data centers públicos, ?mas com níveis de gerenciamento corporativo?, diz o executivo, que observa ai também uma oportunidade.
A aposta do executivo no modelo de negócios da VMware com seu próprio data center é tão grande, que ele vê a briga com o Microsoft Azure como a grande guerra que a companhia enfrentará no futuro da computação em nuvem nas corporações. Fica também claro que, num futuro próximo, a própria AWS pode se aliar à Microsoft e seu Hyper-V para ampliar o campo de batalha da VMware.
Setor público
Ainda no primeiro semestre de 2014, a VMware contará com seu próprio Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o que facilitará o contato da empresa com o setor público. Hoje, as vendas da fabricante para instituições estatais está totalmente dependente dos canais.
