Vivo prioriza cliente em venda de iPhone

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12:13 pm - 04 de setembro de 2008

A Vivo disparou uma mala direta a alguns dos seus clientes para

oferecer o iPhone, da Apple. A estratégia é uma forma de restringir a

venda do aparelho à própria base de clientes da empresa e de “agradar”

esse público em época de portabilidade numérica, já que desde o começo

deste mês deixou de existir a barreira do número para que o cliente

mude de operadora. A estratégia é diferente da adotada pela Claro, que

abriu inscrições em seu site para qualquer interessado no aparelho

celular lançado em 11 de julho, nos Estados Unidos.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, disse ontem que “o iPhone só

se justifica para quem consome dados e acessa à internet”. Ele estima,

por exemplo, que da atual base de 41 milhões de clientes da Vivo um

milhão pode se interessar. “Nosso cliente não precisa mudar de

operadora para ter o iPhone”, disse ele em encontro com jornalistas no

Congresso Nacional de Relações Empresa-Cliente.

A idéia da Vivo de se antecipar ao usuário e enviar a mala direta

foi, segundo ele, para dar a possibilidade aos clientes de ter o

aparelho sem filas, sem transtornos. Lima afirmou que o lançamento será

feito na última semana de setembro para todas as operadoras que tenham

acordo com a Apple, já que a própria fabricante norte-americana comanda

o lançamento do iPhone em cada país.

O presidente da Claro, João Cox, presente ao mesmo evento,

preferiu não revelar quantos clientes já se cadastraram em seu site

para comprar o iPhone – o último número divulgado havia sido de 100 mil

pessoas em algo como 10 dias – mas disse que “o número não pára de

crescer”. A companhia queria cobrar R$ 100 para os inscritos como forma

de “dar início ao processo” de venda, segundo Cox, mas, diante de uma

manifestação do órgão de defesa do consumidor, Procon, desistiu da

idéia.

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