Vírus que explode bateria de Mac tem poucas chances de ser criado

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11:48 am - 10 de agosto de 2011

A falha nas senhas da bateria da Apple, descoberta recentemente pelo pesquisador Charlie Miller, que pode causar até a explosão do componente, tem poucas chances de ser explorada, apontou o analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fábio Assolini. Segundo ele, o vírus que aproveita esta vulnerabilidade ainda não foi encontrado em circulação.

Miller afirmou ter conseguido reverter a engenharia das “baterias inteligentes” dos laptops da Apple, o que possibilitaria reprogramar os controladores incorporados ao dispositivo. Segundo ele, quando as baterias de ion de lítio usadas em laptops superaquecem, elas podem se romper, causando lesões. Por outro lado, as baterias fabricadas incluem numerosas características de segurança, tais como a capacidade de desligar em caso de superaquecimento, interruptores e circuitos projetados para evitar o superaquecimento.

Assolini avalia que as chances de um código malicioso como este ser criado são pequenas, porque atualmente hackers procuram ter algum benefício com a criação de malwares.

“Não existe a possibilidade de esse vírus ser criado. Quem desenvolve vírus hoje não tem esse interesse, o principal objetivo de quem cria um código malicioso é ganhar dinheiro e por isso a pessoa precisa do computador funcionando. Não existe um vírus com o objetivo de queimar o hardware”, explica. Ou seja, é muito trabalho para pouco retorno.

Porém, se caso algum dia esse malware for criado, ele será mais bem sucedido em Macs. “O Mac é uma plataforma homogênea, igual de uma para outra, a marca da bateria de um Mac e a mesma da de outro, por ser o mesmo fabricante”, o que não é o caso dos PCs.

Segundo Assolini, se um hacker resolver criar um vírus para computadores Windows, ele terá um trabalho muito grande. “Nos PCs existe, vários fabricantes para cada componente e cada hardware tem fabricações diferentes. Por isso, esse vírus deveria estar pronto para afetar vários fabricantes, vários modelos, e isso demanda muito tempo.”

Esta não é a primeira falha encontrada nos sistemas operacionais da Apple. Durante a conferência Black Hat, que ocorreu na última semana, em Las Vegas (Estados Unidos), as pesquisadores, durante uma palestra no Black Hat, um evento em Las Vegas (Estados Unidos), pesquisadores afirmaram que os Macs são mais suscetíveis aos ataques de ameaças persistentes avançadas (APT), que favorecem a espionagem, em vez de exploração de dados.

Alex Stamos, cofundador e CTO da iSEC Partners, afirmou que apesar dos tipos específicos de ataques diferirem, os Macs são mais vulneráveis aos ataques APTs do que os PCs Windows, já que muitas das especificações de tecnologia do Mac são fáceis de explorar.

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