Universitários compartilham dados e ganham vitrine para apresentar seu perfil a empresas

Os alunos universitários brasileiros devem ganhar um reforço para tornar sua vida mais fácil, tanto no âmbito acadêmico, como no profissional, com a chegada do Passei Direto, a primeira rede social universitária do país.
O projeto, que foi desenvolvido por alunos da PUC-Rio, e que recebeu aporte financeiro do Grupo Xangô, irá permitir que os estudantes compartilhem arquivos de aulas passadas, provas, cronogramas, e demais informações relevantes que possam auxiliar na formação acadêmica de nossos universitários.
A ideia surgiu da própria necessidade dos criadores do portal em conseguir dados que foram passados em aulas perdidas, que se revelavam de difícil acesso.
Com cerca de três meses de funcionamento, o Passei Direto já conseguiu angariar aproximadamente 1/3 dos alunos da PUC-Rio, que corresponde a cerca de 3,5 mil estudantes.
“O Passei Direto pode ser um grande canal de comunicação da instituição com o aluno”, afirma Rodrigo Salvador, sócio do portal e um de seus fundadores, junto com André Simões.
O retorno das aulas no segundo semestre faz com que os criadores do portal tenham uma expectativa agressiva de alcançar 300 mil alunos cadastrados até o final de 2012.
Em pouco tempo, alunos da USP, UFRJ, Anhanguera, Estácio, Ibmec, e outros grandes centros universitários do Brasil também terão acesso compartilhado a uma quantia infindável de informações que possam somar à sua formação.
Ao mesmo tempo em que os estudantes ganham um aliado nos seus estudos, eles também ganham uma vitrine gratuita para apresentar seu perfil a empresas em busca de força de trabalho.
“Aqueles que acabaram de se formar e buscam um primeiro posicionamento no mercado encontram uma dificuldade enorme, e o Passei Direto vem atingir esse problema diretamente”, explica Marco de Mello, presidente do Grupo Xangô.
O mundo virtual oferece uma média de 120 mil vagas de estágio no mercado brasileiro, das quais apenas 20 mil são preenchidas, segundo Mello.
Para aqueles que já vislumbram uma oportunidade de facilitar sua vida acadêmica por meio da cópia de trabalhos alheios, Salvador avisa que os moderadores estarão atentos a todos os tipos de denúncias, que podem ser feitas pelos próprios usuários, e que pode acarretar na exclusão do estudante infrator.
“Esse é um risco que já existe, não estamos o introduzindo. É o tipo de coisa que acontece independentemente da ferramenta”, diz o presidente do Xangô.
“Se pudéssemos fazer o cadastro através do email da instituição no Brasil, como quando começou o Facebook, seria uma maravilha, mas os alunos não têm o hábito de usar”, comenta o sócio do Passei Direto.
Para resguardar os professores, e as próprias instituições de ensino envolvidas, os desenvolvedores do Passei Direto optaram por não incluir entre as ferramentas à disposição dos alunos uma avaliação do corpo docente.
“Não queremos trazer assuntos polêmicos”, avisa Salvador.
