Um pouco de wireless e governança de TI

Depois de ler sua coluna na edição 47, de janeiro de 2003, fiquei motivado a enviar este e-mail. Estou passando exatamente aquele período descrito, no qual saímos do técnico para o gerencial, e começamos a falar outras “línguas”, tais como retorno de investimento, alinhamento estratégico, entre outras novidades. Uma das minhas maiores dificuldades está em dois pontos básicos: a gestão financeira de TI e o planejamento da área. Por isso, gostaria de conhecer mais sobre esses dois assuntos, além de fazer um questionamento. É comum as empresas privadas prepararem um Plano Diretor de Informática e como é feita a sua elaboração?
Laércio da Cruz Loureiro,
coordenador de TI da Jofund S/A
Não existe uma resposta fácil e curta para sua pergunta. Seria necessário pelo menosum livro para esgotá-la. Mas, em resumo, atualmente não basta um plano diretor de informática. O que é preciso é uma boa governança de TI, que é como chamamos o novo modelo de administração de tecnologia em inglês: IT Governance.Mas o que ele quer dizer de fato? É um termo usado para descrever como os executivos responsáveis por uma eempresa consideram TI e sua supervisão, monitoramento, controle e direção, entre outros aspectos. Como, por exemplo, a tecnologia aplicada dentro da entidade impacta na forma que a corporação se manterá alinhada com a sua visão, missão e objetivos estratégicos. Note-se, não fui eu quem construiu essa definição , mas sim o professor da Universidade da Califórnia, Robert S. Roussey.
Traduzindo, o profissional deve formular listas de aplicações, tecnologias, infra-estrutura, parceiros, fornecedores, funcionários, competidores, políticas e recursos financeiros que permitam aos executivos da empresa delimitar o seguinte:
a) A criação de novos modelos de negócio e a mudança nas práticas daqueles negócios já existentes
b) Gerenciar os crescentes custos de TI e o explosivo valor das informações precisas
c) Administrar os riscos da execução de negócios em um mundo digitalmente interconectado e com forte dependência de entidades fora do controle direto da empresa
d) Controlar o impacto de TI na continuidade dos negócios em conseqüência do aumento da necessidade de informações e de TI em todas as áreas da empresa
e) A habilidade de TI em construir e manter o conhecimento essencial para sustentar o crescimento do negócio
f) Minimizar o impacto da tecnologia na imagem e no valor da empresa em razão de falhas ou atrasos na implantação de soluções
Claro que todas essas diretrizes passam por avaliações de custo de propriedade (TCO), retorno do investimento (ROI nem sempre mensurável) e prazos de implementação. Outro site interessante para buscar mais informações é o www.itgovernance.org. Ele não possui um layout bonito, porém as informações, tutoriais e cases existentes valem a pena.
