TomTom Via 1400T ? o GPS mil utilidades

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3:20 pm - 18 de novembro de 2011

Recentemente contei do lançamento da série VIA da Tomtom no Brasil. Mas uma coisa é falar de um produto baseado em uma demonstração. Outra coisa é usar este produto por dois ou três meses. A experiência foi bem interessante e cá estou eu a dividi-la com os amigos leitores.

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Inicialmente preciso destacar que a escolha por este modelo foi proposital. Havia modelos mais “glamorosos” entre os GPSs VIA apresentados e disponíveis para teste. Mas o 1400T cativou minha atenção por dois motivos principais. Seu pequeno tamanho (cabe no bolso) mesmo com um bom tamanho de tela e pelo atraente recurso de informações sobre trânsito. Abri mão de recursos como blutooth, conexão com celular (viva voz), tela grande de 5 polegadas e comando por voz de outros dispositivos (modelos 1500 e 1530).

A propósito eu gosto de submeter um GPS a situações extremas, quase “constrangedoras”. Assim fiz no texto Tomtom EASE e XXL ? meu carro com 3 GPSs Tomtom EASE e XXL ? meu carro com 3 GPSs onde falei novos modelos também da TomTom e usei 3 GPSs (um Garmin e dois TomTom) ao mesmo tempo em meu carro para compará-los.

Características do TomTom VIA 1400T

Olhem as duas fotos abaixo. Dá para ter a noção exata do VIA 1400T com seu sistema de fixação inteligente. Ele pode ser rotacionado 180 graus e colocado tanto no parabrisas como sobre uma superfície plana no console do carro. Para isso o dispositivo tem a “inteligência” de perceber como ele foi posicionado e inverte a tela apropriadamente. Até mesmo por isso  que não há um logotipo TomTom em destaque, para que este não ficasse eventualmente de ponta cabeça.

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Alternativamente a base de fixação pode ser retirada fazendo com que apenas a fina tela do GPS fique em suas mãos. Como verão adiante isso foi muito útil em determinado momento do teste.

Atualização de conteúdo

Ao contrário de outros modelos testados anteriormente o VIA 1400T não dispõe do software TomTom Home. Mas gerenciamento e atualizações estão garantidos por meio do aplicativo que é acessado no site http://www.tomtom.com/mytomtom . Por meio deste caminho se instala no PC uma pequena interface e cada vez que o VIA é conectado ao PC por cabo USB este verifica se há novos conteúdos disponíveis  como mapas, radares de trânsito, etc. É política da empresa fornecer o mapa mais recente ao comprador. Assim em um prazo de 30 dias da compra se a empresa lançar versão mais atual o proprietário tem atualização gratuita. E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Duas semanas após começar a usá-lo, tive o alerta de que um novo mapa da região Brasil (que é o que vem no dispositivo)  estava disponível para download (cerca de 500 Mbytes).

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Falando em mapas, no meio do período de teste precisei de um mapa dos Estados Unidos, pois iria viajar para lá. Pelo próprio site o usuário pode adquirir novos mapas e este fica vinculado à sua conta. Há perto de 4 GB de memória interna. No meu caso o mapa do Brasil mais EUA ocupam 2.8 GB. Caso eu precisasse ter mais mapas e que estes não coubessem na memória, isto não é problema. Há um “slot” para cartão de memória do tipo mini-SD, que permite ampliar bastante a capacidade (há mini-SDs de 4, 8, 16 GB).

Os diversos aspectos do teste, precisão trânsito, etc.

A cidade de São Paulo é perfeita para estressar um GPS. Seja por seu trânsito caótico, suas constantes mudanças, ruas pontes, túneis, mudanças de mão de direção, etc. A região na qual moro teve algumas conversões à esquerda recentemente proibidas. O TomTom dispõe em sua interface comandos para registrar correções. Após quebrar um pouco a cabeça com os comandos de correção, não são completamente amigáveis, eu “ensinei” ao VIA as novas conversões proibidas e nunca mais ele me sugeriu aqueles caminhos não mais permitidas. Além disso o sistema MAPSHARE da TomTom permite que estas correções apontadas pelos usuários sejam compartilhadas com a comunidade de usuários. Isso não é novo, outros TomTom que testei já tinham isso. Mas é digno de nota.

Nas fotos abaixo podem ser vistas algumas de suas telas com seus remodelados e simplificados menus.

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Mas como funcionam as informações sobre o trânsito??

Inicialmente fiquei desapontado. Mesmo seguindo as intruções do fabricante, ligando o carregado veicular na tomada 12V do carro (ex acendor de cigarros) não funcionava. O cabo do carrgador contém um receptor de FM em frequências pré determinadas pelas quais chegam os dados de trânsito no GPS. Vejam  a tela abaixo. No lado esquerdo há uma barra  vertical com informações vitais sobre o trânsito.

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O registro em vermelho indicando 3 minutos aponta o tempo que falta para chegar onde há algum problema (obra, colisão, etc.). Na parte de cima fica registrado o tempo total de atraso previsto. Genial a interface pois comunica muito bem a informação!

Mas porque fiquei desapontado? Eu recebi o aparelho para testes cerca de duas semanas antes de sua chagada às lojas. Por isso eu imagino que o serviço ainda não estivesse operando de forma plena. Demorou quase um mês para aparecer aquela tão esperada barra de informações.

Mas quando apareceu foi uma maravilha!! Descobri uma opção no aparelho que ao planejar uma rota leva em conta a fluidez do tráfego e muda o percurso para minimizar os atrasos. Genial, e funciona!! Várias vezes indo para lugares que eu já sabia ir (mas usando o GPS para colocá-lo à prova) eu obtinha sugestões de caminhos diferentes.

O que percebi é que a precisão das informações sobre o trânsito estão melhorando com o passar do tempo. No começo às vezes entrava em um caminho congestionado em São Paulo que não fora detectado pelo VIA 1400T. Mas agora este tipo de situação tem sido menos frequente.

Uma experiência diferente com o tráfego

Como disse também usei o TomTom VIA 1400T em uma viagem aos EUA. Um dos lugares que estive foi Washington (capital). Fiquei impressionado com a riqueza de detalhes das informações de trânsito. Na tal barra lateral por vezes mostrava 3 ou 4 “incidentes” o com boa frequência novos caminhos eram calculados.

Mas o que mais me impressionou está registrado nas duas fotos abaixo. Observem com atenção :

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A qualidade da foto não é muito boa pois foi tirada com meu celular com o carro em movimento, mas dá para mostrar o que quero destacar. Na primeira foto eu estava andando na pista da esquerda, a qual estava livre e desimpedida. A pista da direita estava completamente parada. Agradeci a todos os santos por ter escolhido ao acaso a pista da esquerda…

Na segunda foto, na qual destaquei apenas a tela do GPS o que se observa? Uma linha vermelha representando a pista que eu estava e ao lado uma “minhoca” branca e laranja que é o indicativo de trânsito parado. Ou seja, o sistema de informações de trânsito do TomTom (nos EUA) é minucioso a ponto de mostrar esta informação, extremamente sutil e ao mesmo tempo vital!! Muito bom. Eu atesto que as informações que obtemos no Brasil são boas, mas não chegam hoje a este nível de detalhes. Mas há potencial de chegar neste nível.

GPS como mapa de mão??

Tive oportunidade de usar o GPS de uma forma inusitada e muito interessante. Mas tive que superar alguns obstáculos. Nos EUA estive também em New York em viagem a trabalho com apenas algumas horas de tempo livre para caminhar pela cidade. Tive a ideia de usar o VIA 1400T como um “mapa de mão”. Destaquei sua base ficando apenas com a fina tela a qual cabia muito facilmente em meu bolso. O plano era usar além das “rotas” planejadas (que podem ser ajustadas para quem está a pé e não de carro) o recurso “pontos de interesse” do GPS. Assim poderia localizar caminhos para cinema, farmácia, museus, restaurantes diversos, teatros, lojas… Sensacional. Existe este recurso também no mapa do Brasil com atualizações periódicas

New York foi a primeira cidade que usei o GPS nos EUA. Assim ao ligar o aparelho sabia que demoraria um pouco para obter o sinal e começar a usá-lo. Amante da tecnologia que sou nem me preocupei em ter um mapa (papel) comigo. O TomTom faria esta função. Mas qual não foi meu susto ao esperar, esperar, esperar… e não obtinha sinal. Não funcionava!! Fiquei meio deseperado pois estava totalmente dependente do aparelho para perambular pela cidade!!

Vou resumir a história e já explicar o que aconteceu. New York tem ruas estreitas e prédios altos. Assim o sinal dos satélites chega ao solo com intensidade fraca. Mas havia taxistas aos montes usando GPS. Porque só o meu não funcionava?? Frustração total! Minha mão já suava de nervoso segurando o GPS. Sentei em um banco de praça , coloquei o GPS longe de mim pelo menos um metro e meio de distância sobre o banco e dessa forma aguardei por dois ou três minutos. Bingo!! Imediatamente ele reconheceu que era outra localidade e informou que deixaria de usar o mapa do Brasil e usaria o mapa dos EUA. Desta hora em diante funcionou perfeitamente com algumas perdas momentâneas de sinal em ruas muito “fechadas”, mas não mais que 5 ou 10 segundos sem sinal.

Mas porque tive dificuldade? O ser humano tem a capaciade de causar interferência (positiva ou negativa) com ondas de rádio. Quem já não teve a experiência de colocar a mão sobre uma antena de rádio ou TV e fazer a imagem ou som melhorar ou piorar? Como o sinal do GPS em New York é fraco (prédios altos e ruas estreitas) o fato de eu ficar deseperadamente com o GPS na mão, como o citado “mapa de mão”, este não conseguia obter o sinal que o permitisse começar a funcionar.

Mas depois disso foi “só alegria”. Usei por horas e horas o VIA 1400T, andei mais de 15 quilômetros pela cidade, foi uma maravilha.

Autonomia da bateria

Por causa da funcionalide de informaçoes sobre trânsito muito provavelmente o dono de um VIA 1400T não vai querer usá-lo desconectado da fonte de energia sob pena de ficar sem informações. Mas não dava para usar o carregador veicular ao caminhar a pé por New York. Assim pude aferir com precisão a duração da bateria. Obtive um pouco mais de 2 horas e 15 minutos de autonomia. Isso é um pouco menos que o TomTom XXL que testei no ano passado (perto de 3 horas e 40 minutos). Mas alto lá!! Como fiquei horas andando em New York a pé ?? Isso já é outra história. Quem lê meus textos com frequência sabe que testei o “C3 Charger Pro UC-8000 ? energia portátil abundante para seus dispositivos“.  Foi assim que o TomTom sobreviveu por quase 8 horas de caminhada.

CONCLUSÃO

Eu acertei na minha decisão ao optar pelo TomTom VIA 1400T para fazer o teste em detrimento a outros modelos também bem interessantes (mas maiores e com outros tipos de recursos). Este teste foi pura diversão. Quantas e quantas vezes dirigia para locais que sabia o caminho, mas usava sempre o GPS. Era agradável e útil acompanhar os dados de trânsito. Se não são anda tão ricos como os que vivenciei com este mesmo aparelho nos EUA, os dados de tráfego no Brasil (em São Paulo) eram sempre muito valiosos e providenciais.

Seu tamanho diminuto, “de bolso” (mesmo com o sistema de fixação ou ainda menor sem este aparato) facilita muito seu uso. Não pensava duas vezes. Usava todos os dias sem exceção. O processo de atualização de mapas e mesmo compra de mapas novos é muito simples (e acessível ? um mapa dos EUA custa algo entre US$ 59 e US$ 69 ? dependendo do tipo de mapa).

Tive a oportunidade de usar o suporte técnico e fui positivamente surpreendido. Acidentalmente interrompi uma atualização e esta não mais aparecia para continuar sua instalação. Usando o site eu descrevi o problema em um formulário e poucas horas depois (!!!) recebi um e-mail com detalhadas instruções como proceder e a atualização (semáforos e radares de velocidade) foi feita com sucesso, graças à intervenção do suporte.

Nos dias de hoje que telefones celulares têm GPS porque alguém compraria um dispositivo como este VIA cujo preço sugerido é de R$ 699? Fácil de responder. Se você cai e sua perna dói o que é melhor? Consultar um clínico geral ou um ortopedista? Penso que esta é a diferença. E este pequeno VIA 1400T me conquistou de fato. Há espaço para melhorias nas informações de trânsito no Brasil. O intercâmbio de dados via Mapshare ainda está devagar para a série VIA. Mas penso que este modelo vale a pena ser considerado por quem está em busca de um GPS “básico”, de tamanho pequeno e mesmo assim muito verstátil, seja no carro ou na mão como na minha história!

PS : este texto foi originalmente publicado como “TomTom VIA 1400T – o GPS mil utilidades” em meu Blog pessoal FXREVIEW

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