TMais concentra esforços em vendas diretas e segmentadas

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11:25 pm - 23 de maio de 2011

Em outubro do ano passado, a TMais, operadora nacional com atuação em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, estabeleceu uma loja própria em Minas Gerais com o intuito de aproximar-se do consumidor final. Chegou a fazer propagandas na Globo Internacional visando a atrair brasileiros que moram no exterior para os serviços de VoIP pelo computador.Mas, para esse ano, a empresa mudou sua estratégia e passou a concentrar-se em vendas diretas para pequenas e médias empresas de alguns segmentos, como hotéis, agências de turismo, escritórios de advocacia e contact centers.Com isso, de acordo com Marcos Gordon, diretor comercial da operadora, a expectativa é passar dos R$ 4 milhões de faturamento obtidos no ano passado para R$ 8 milhões até o final desse ano. “Estamos nos focando em clientes que nos tragam receitas maiores ao invés de buscar dobrar o número de assinantes”, explica o executivo, adiantando que está para fechar três contratos “grandes” – um contact center em Belo Horizonte, uma agência de marketing esportivo e uma terceira que ele não quis nem dizer de que setor é. Os valores ele também não revela.De acordo com o diretor, a TMais realiza um trabalho de consultoria junto a todos os prospects. A partir das três últimas contas de telefone da empresa, a operadora monta um relatório para mostrar em quanto tempo o cliente terá um retorno dos investimentos em equipamentos de VoIP a partir da redução de custo de chamadas. “Os números são bastante significativos em companhias que precisam realizar interurbanos para filiais”, diz.A expectativa é de que, até o fim do ano, o número de clientes chegue a 18 mil, um aumento de 50% se comparado aos 12 mil de dezembro de 2005. Para isso, a companhia vai participar, na próxima semana, de um evento voltado a franquias. “Esse segmento tenha muito interesse em migrar para o VoIP visando a reduzir custos”, acredita.A TMais deve inaugurar em breve quatro novos pontos de presença em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Recife, áreas que considera estratégicas para alcançar os objetivos determinados para esse ano.As vendas para usuários finais só vai acontecer, por enquanto, em parceria com fabricantes de adaptadores de telefones analógicos (ATAs). Por enquanto, a empresa pretende manter o controle de negociações nas mãos, mas pensa em fechar parcerias com canais no ano que vem, “quando a estrutura estiver mais madura”.

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