TI viabiliza estratégia de expansão do Grupo Bueno Netto

Desde que o Grupo Bueno Netto iniciou seus esforços para expandir os negócios, em 2008, a companhia começou também uma reestruturação da TI para suportar o crescimento. Descentralizar a empresa e concentrar esforços nos canteiros de obra, deslocando para lá os funcionários que ficavam no escritório, foi uma das decisões tomadas para trazer velocidade ao modelo de negócio e permitir a evolução de novos empreendimentos.
Só para se ter uma ideia, ao lançar uma nova obra, o canteiro deve estar pronto em 30 dias e, nesse período, a TI precisa estar funcionando para atender a demanda com disponibilidade.
Essas e outras informações foram passadas pelo CIO da companhia, Marcos Pasin, que participou de uma das sessões de Intercâmbio de Ideias sobre Cloud Computing, durante o IT Forum+ 2013, na Praia do Forte (BA). No encontro, ele destacou o desafio da TI em oferecer mobilidade aos funcionários que eram retirados do escritório central para as obras.
?Decidimos que se a empresa iria crescer, seria na obra. Então, precisávamos de uma ferramenta que fosse ágil, permitisse o acesso ao webmail, o uso de celulares e oferecesse outros recursos de comunicação, como gravação de vídeos e possibilidade de fazer conferências. Enfim, que permitisse ao funcionário trabalhar de qualquer lugar.?
A missão era deslocar aproximadamente 100 pessoas do escritório para obra praticamente do dia para noite. Imagine não apenas a complexidade técnica, mas também cultural em uma empresa de 35 anos e que atua em um setor ainda tido como conservador.
Esses profissionais foram distribuídos em 30 sites em diversas localidades no País, explica Pasin. ?Hoje temos toda a infraestrutura na obra, mas precisávamos oferecer recursos e conforto para essas equipes e a migração para a nuvem foi a solução?, afirma.
Como a organização já usava outras aplicações da Microsoft, após alguns testes com outros fornecedores, chegou-se à conclusão de que o Office 365 era opção que mais se adaptaria à realidade da empresa, além de oferecer agilidade durante a implantação. E, para concretizar o uso do software, foi realizado um estudo que estimava a economia proporcionada pelo projeto em três anos, que seria de 40% em relação as ferramentas utilizadas anteriormente.
O projeto resumiu-se, em primeiro lugar, migrar para a nuvem e, depois, em instalar um novo link para facilitar a comunicação. A migração durou três meses, sendo dois de planejamento para mapear todos os possíveis impeditivos e um de execução. Como a empresa utilizava o Exchange 2003, foi necessário migrar antes de mais nada para o Exchange 2010 e só então para a plataforma em nuvem. Os primeiros usuários a terem suas contas transferidas foram o presidente e a diretoria, depois de certificar que o processo havia sido bem sucedido, estendeu-se para os demais, de modo que a companhia tem hoje por volta de 600 caixas de e-mail na nuvem.
?Agora a empresa ficou pronta para crescer e temos infraestrutura para começar muitos canteiros de obra. Somos uma construtora e temos que aprender a construir cada vez mais rápido, e a TI é só uma ferramenta para isso, pois ela tem que viabilizar o negócio?, avalia. Além da redução do custo, a migração para o Office 365 ampliou a capacidade de armazenamento por usuário de 500 Mb para 25 Gb e, segundo relatou Pasin, os chamados com problema de acesso ao e-mail foram reduzidos drasticamente.
?Tivemos benefícios quantitativos e qualitativos. Já no processo de migração as pessoas começaram a perceber a diferença, como a possibilidade de acessar e-mail nas obras, nos smartphones, além do link para acessar o bate de papo e fazer conferência. A comunicação na obra ficou muito mais fácil?, relata. O gestor de TI destaca ainda os ganhos com mobilidade e aumento da disponibilidade de acesso às informações, que ficam registradas para serem resgatadas a qualquer momento.
Após a migração do e-mail, outros projetos do Grupo Bueno Netto começaram a ir para a nuvem, como, por exemplo, a realização dos backups de notebooks para resguardar as informações armazenadas, já que a empresa enfrenta problemas com roubos em obras. Aos CIOs que cogitam a possibilidade de migrar para a nuvem, Pasin recomenda, em primeiro lugar, uma avaliação de diversas propostas para conseguir negociar um bom preço.
*Marco Pasin deixou o Grupo Bueno Netto um mês após a apresentação e hoje é CIO do Grupo Paranapanema.
