Tecnologia in memory é a visão da SAP para eliminar o banco de dados

Toda corporação, além de estabelecer sua missão, também tem uma visão. No caso da SAP, a visão para os próximos tempos está bem clara e tem um nome: Hana.
Apresentada ao mercado em setembro de 2010, esta é a ferramenta com a qual a SAP pretende acabar com o banco de dados. Sua proposta baseada em tecnologia in memory tem como propriedade transformar dados em informações tratadas para tomada de decisão o mais rápido possível. ?Os dados que demoravam dias ou semanas para serem analisados, agora levam segundos?, resume André Petroucic, vice-presidente comercial da SAP para Brasil, ao detalhar o funcionamento do Hana.
Durante os três dias do Sapphire Now 2011, este foi o nome mais pronunciado por todos os executivos da companhia, a começar por seu fundador, Hasso Plattner, cujo objetivo anunciado no Sapphire 2010 era o de eliminar a necessidade do banco de dados nas empresas em seis passos. Segundo Petroucic, a SAP está ?no meio deste processo?. E o CIO da companhia, Oliver Bussmann, reforça: ?O ponto é a flexibilidade. Esta é a grande mudança ? orquestração do ERP ou do CRM com o banco de dados e o report final?, diz.
Segundo informações de Marcelo Giampietro, COO e vice-presidente de ecossistemas e canais para a América Latina, depois do lançamento, em setembro passado, o primeiro negócio com Hana foi fechado logo em outubro. Durante o evento, diversas gravações com depoimentos de clientes foram exibidas e o foco principal era a velocidade de acesso a informações tratadas. ?O processamento das informações com Hana pode ficar até duas mil vezes mais rápido?, detalha Giampietro.
As estratégias de negócios, no entanto, não foram muito detalhadas por nenhum dos executivos da SAP ? apesar do claro foco em Hana e mobilidade. Porém, Giampietro disse à CRN Online que já existe cliente no Brasil para Hana, mas não pôde revelar o nome. Mas também comentou que, no Brasil, Sonda IT e Neoris são os parceiros que já iniciaram trabalhos com Hana. ?Até nos próximos seis a oito meses, estes canais nos bastam para os negócios projetados no Brasil com Hana?, diz ele.
Em tempo: o Hana é um appliance que vai acoplado ao banco de dados ? no futuro, a ideia é que os dados do ERP sigam diretamente para o Hana ?, baseado em memória, que, segundo a explicação dos executivos da SAP, une os benefícios da tecnologia barata da memória e um TCO (em português, custo total de propriedade) eficiente. Os atuais parceiros de hardware do Hana são Cisco, Dell, HP e IBM.
*A jornalista viajou a Orlando a convite da SAP
