?Surface é mais produtivo que o iPad?, defende Microsoft

?O Surface é mais produtivo que o iPad?. A frase de Tami Reller, CFO e CMO do Windows, demonstra a confiança da Microsoft em sua estratégia de mobilidade, especialmente na esfera corporativa. De acordo com a fabricante, duas em cada três companhias estão investindo em aplicações móveis. Além disso, a empresa calcula que 20% dos tablets em uso atualmente tem alguma finalidade empresarial.
A Microsoft enxerga seu dispositivo ? bem como produtos de outras marcas que embarcam seu sistema operacional ? como plenamente aderente a esse contexto por trazer ferramentas da fabricante já disseminadas nos ambientes empresariais. A empresa repete o discurso de outros gigantes da indústria quanto a características de segurança e gerenciamento de seus produtos.
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Em meio a isso, os parceiros são considerados um ponto decisivo para ganhar esse jogo. O ecossistema, na visão da companhia, tem a missão de fazer com que seus clientes se movam em direção a dispositivos que rodem produtos da marca.
?Conseguimos fazer o que nenhuma outra companhia consegue: oferecer uma experiência única através de diversos dispositivos baseada em uma infraestrutura sólida. Criar aplicativos para Windows se torna o movimento mais óbvio a desenvolvedores?, adiciona a executiva.
O design e a experiência do usuário são outros pontos de atenção. Tanto que, em janeiro lançará um mão de um esforço que visa a ajudar os canais da marca a desenvolver melhores aplicações, iniciativa batizada de ?User Experience Design Competency?.
O Windows continua o centro da estratégia. A mensagem se vincula ao fim do suporte, por exemplo ao XP, que pedirá modernização de sistemas operacionais, abrindo oportunidades para que parceiros insiram o sistema mais moderno e tragam consigo um universo de aplicativos. Ao final de agosto, o Windows 8.1 estará disponível para parceiros OEM. Enquanto isso, a companhia comemora o desempenho do produto.
As vendas do Windows Phone, diz a empresa, crescem 6 vezes acima do que registra o resto mercado, fazendo da MS o terceiro ecossistema em mobilidade. O balanço aponta ainda para cerca de 100 milhões de licenças do Windows 8 comercializadas e 20 milhões de avaliações empresariais. Nas ferramentas paralelas, a empresa aponta que uma cópia do Office é vendida por segundo e cerca de 300 milhões de pessoas usam o Skype por dia.
Dentre novidades de programas vinculadas a estratégia, Tami apresentou o TouchWins. Trata-se de um novo incentivo comercial para alavancar a venda de dispositivos com Windows via distribuidores e revendas.
Ainda nessa frente, a companhia revelou que irá investir mais 100 milhões de dólares na expansão do Office 365 Open Program para os parceiros. Com isso, o esforço passa a tocar o Exchange Online, ofertas para governo e ambiente acadêmico.
Ainda sobre o Surface: questões a resolver
Ainda existe carência de alguns detalhes para saber como funcionará a estratégia do Surface ao Brasil. Um dos pontos (talvez o mais significativo) é quando, como e se chegará formalmente a clientes no mercado brasileiro. Contudo, onde já há disponibilidade do produto, integradores questionam quanto ao modelo de negócios.
De acordo com reportagem da CRN norte-americana, muitos provedores de solução não ficaram muito contentes com o fato de que a Microsoft autorizou apenas 10 grandes LARs (parceiros de licenciamento) a comercializarem o produto no universo de clientes commercial. Esse movimento será replicado a outros 28 países, na Europa e Oceania, ao final de setembro.
Quando questionados, executivos da Microsoft Brasil revelam que ainda não existe certeza de como o produto chegará ao país. Espera-se que as experiências nos Estados Unidos tragam ensinamentos valiosos para o produto por aqui. Enquanto isso não ocorre, parceiros podem explorar o potencial das soluções embarcadas com Windows 8 por OEMs da marca.
*O jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da Microsoft Brasil.
