Storage migra de oferta em caixa para ecossistema cloud, diz Dell

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4:09 pm - 20 de abril de 2012

O conceito de storage migra da oferta por caixa e passa a ser focada em ecossistema, com integração total e automática ao ambiente de cloud computing. A tendência, que será uma realidade corporativa em cerca de dois anos, foi passada por Marcos Figueiredo, gerente de produtos da Dell, durante lançamento da linha 12G de servidores Power Edge, realizada nesta semana, em São Paulo.

?Já estamos caminhando nesse processo e deveremos ter ofertas do tipo em um ano?, explicou executivo a jornalistas, durante apresentação das soluções.  Segundo o especialista, assim como ocorre hoje com os dados do hardware ? os mais críticos e usados com frequência ficam armazenados em discos de estado sólido (SSD, da sigla em inglês), ao passo que os menos utilizados são direcionados a outros armazenamentos, do tipo SAS (Serial Attached SCSI) e Sata (Serial Advanced Technology Attachment) ? o ambiente será complementado pela nuvem.

Neste novo ecossistema, na visão do especialista, a camada zero, de maior prioridade, ficará diretamente no servidor. Os dados menos utilizados serão direcionado automaticamente para o sistema de nuvem. ?O storage deixa de ser caixa e vira ecossistema?.

De fato, fabricantes lançaram, neste ano, produtos mais inteligentes, com tecnologias de deduplicação de dados, compressão, autotierização e conceitos de autogerenciamento dos ambientes de data center.

A própria linha da Dell veio com a tecnologia Express Flash, que são discos PCIe de estado sólido com acesso frontal e trocável a quente, conectados diretamente ao servidor, para otimizar o processamento de informação. Conforme testes da companhia, isso pode fornecer até 10,5 vezes mais transações por segundo de Servidor Microsoft SQL do que o armazenamento em HDDs normais. O acelerador de dados CacheCade promove pesquisas até 28 vezes mais rápidas nas Bases de Dados Oracle. O processo reduz, explicou Figueiredo, em 25% a latência.

O produto vem, também, com tierização automática ? classificando os dados como mais ou menos usados e direcionando ao tipo de disponibilização mais adequado para ele ? com QR Code em todos os componentes ? permitindo que, em caso de dúvida, o administrador capture o código e seja direcionado, diretamente, a uma página de internet da Dell para entender como resolver um problema ou fazer alguma manutenção.

A IBM também não ficou atrás. A família PureSystem incorpora padrões de fluxo de trabalho e unifica tanto o hardware quanto o software em uma tela de gerenciamento. Com investimento de US$ 2 bilhões e quatro anos de pesquisas e desenvolvimento, o produto opera com plataformas abertas e oferece todo o aparato necessário para investimento em Infraestrutura como serviço (Iaas). A  promessa é reduzir processos que levam meses, como o desenvolvimento de uma estrutura e arquitetura para um aplicativo web típico, para algo como dez dias.

Já a Microsoft anunciou nesta semana o System Center 2012, solução para gerenciamento de ambientes de TI virtuais e físicos e para a construção de clouds privadas, em um evento realizado a parceiros. Além da solução, a companhia anunciou o nome oficial do Windows Server 8, ainda sem data de apresentação oficial, que vai se chamar Windows Server 2012. ?2012 é marco para nós no mercado de servidores, então, as linhas terão o ano no nome, assim como recém -ançado SQL Server 2012?, disse, com exclusividade ao IT Web, Danilo Bordini, especialista da Microsoft em Nuvem Privada. A nova linha de gerenciamento conta com uma flexibilização importante da companhia: por conta do movimento de consumerização e do processo inegável de abertura do departamento de TI, o produto passa a ser compatível com plataformas abertas Unix e Linux, além de iOS (abrangendo iPhone e iPad) e dispositivos Android.

Segundo Figueiredo, da Dell, a tendência é cada vez mais flexibilidade e hardwares mais eficiente.

 

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