Spam afeta ainda mais os negócios

A consultoria considera a estimativa conservadora, porque não levou em consideração impactos menos visíveis do spam, como trabalho do pessoal de TI, software, hardware e banda larga consumidos no combate a essas mensagens, sem contar ainda com o impacto negativo na satisfação dos clientes.
As tecnologias que filtram os spams estão cada vez mais sofisticadas, mas não protegem os funcionários de receber mensagens não-solicitadas. Na média, usuários de companhias que possuem filtros em toda a organização recebem apenas 20% menos spams.
Tudo isso acontece apenas seis meses depois que o Congresso norte-americano aprovou uma lei anti-spam que penaliza os spammers. A Nucleus também constatou que muitos gerentes de TI têm receio de configurar filtros a níveis mais agressivos por temerem que e-mails legítimos sejam bloqueados também. “A tecnologia está cada vez melhor para reduzir impactos negativos e entregar um melhor ROI, mas o crescimento exponencial do spam limita sua eficiência”, disse Rebecca Wettemann, VP de pesquisa da Nucleus Research, segundo apuração de INFORMATIONWEEK EUA .
Wettemann convoca as companhias a fazer um lobby no Congresso para fazer com que as leis anti-spam estabeleçam punições financeiras aos spammers.
As empresas também não têm a real percepção do quanto estão perdendo com os spams. A Nucleus entrevistou grandes companhias em maio e descobriu que elas recebem em média mais que o dobro de spams do que em julho do ano passado, quando houve outra edição da pesquisa.
Diante disso, a produtividade cai mais de 3%, considerando-se que os empregados gastam em média 30 segundos para ler cada spam. Em julho do ano passado, a companhia havia estimado custos anuais de US$ 874 por ano com spams para as empresas, com perda de produtividade anual de 1,4%.
