Software é crucial para chegada dos dispositivos vestíveis no mundo corporativo

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7:00 pm - 18 de fevereiro de 2014

Seja um BlackBerry, com o BBM Messenger, ou até mesmo os primeiros sistemas de e-mail ou o tão usado Excel… os negócios são dirigidos por software.

O potencial para dispositivos vestíveis no ambiente corporativo é mencionado por analistas da indústria desde quando o primeiro protótipo do Google Glass surgiu no mercado. Apesar de a ideia ser empolgante, eles não são comercialmente viáveis sem um software muito bem desenhado. Para muitos executivos, essa tendência ?wearable? pode ser muito bem resumida em uma expressão nada nova: consumerização de TI.

As empresas já começam a desenvolver lojas de aplicativos corporativos e o impacto dos dispositivos vestíveis será alto. De acordo com uma previsão do Gartner, eles responderão por metade de todas as interações com aplicações em 2017.

No ambiente de trabalho, softwares ruins podem arruinar operações. A Avon recentemente engavetou uma implantação de software no valor de US$ 125 milhões por isso. Representantes de vendas chegaram até a se demitir por causa do novo sistema, central para suas atividades diários. O ponto é que ? enquanto um aparelho pode ser confortável no seu pulso ou parecer ?cool? – a experiência com o software é crucial para o dispositivo num contexto de negócio.

Tamanho de tela e interface

Uma das grandes limitações para desenvolver para o hardware desses aparelhos envolve uma tela pequena. O Samsung Galaxy Gear, relógio inteligente, tem uma tela de apenas 1.6 polegada. O concorrente Pebble é ainda menor, 1.3 polegada. Da mesma maneira que os desenvolvedores sofreram para criar aplicativos passando de uma tela de 17 polegadas de um desktop para uma de 4 polegadas de um smartphone, mais uma vez serão desafiados pelos dispositivos vestíveis.

Em alguns casos, como o do FitBit, que monitora os dados da saúde dos funcionários, não há sequer interface. Contudo, aplicações de software estendidas precisam interagir com os dados guardados do FitBit. Hoje, o aparelho é usado por 30 empresas na lista das 500 maiores da Forbes em programas de bem estar no ambiente corporativo.

Parte da atratividade do FitBt se dá no sistema de backend usado para monitorar e agregar diversos dados biométricos. Os usuários que compram o aparelho têm acesso a uma plataforma analítica que traz boa visualizações dos dados, com dashboards, de modo que seus usuários possam tirar facilmente insights das informações.

Display e interagir com o conteúdo

Filtrar o conteúdo e apresentar informações quando necessárias também será central para os dispositivos vestíveis. Sergey Brin descreveu a visão do Google Glass como ?você não terá que fazer uma busca para nada ? a informação deve vir assim que você precisar dela?. Os desenvolvedores de software e designers precisarão focar na entrega de informação contextualizada para esses aplicativos.

O Google Now é um bom exemplo de como a computação de contexto pode emergir com isso. Com o serviço, os usuários recebem conteúdos ligados aos seus históricos de busca.

No cenário de trabalho, notificações podem alertar para cenários perigosos, como a proximidade de uma área de manutenção, por exemplo. Sensores embutidos podem se comunicar com os dispositivos para afastar pessoas de certa área.

Garantir a capacidade para o fluxo de dados

Disseminar informações de atividades em uma fábrica inteira equipada com dispositivos vestíveis é um desafio legítimo. Centenas de sinais vitais, áudio e vídeo criam um problema sério de infraestrutura com tanto aumento nos dados. Horas de vídeo e dados biométricos precisam ser bem geridos, seguros e entregues.

Apesar de que os vestíveis envolvem um certo grau de big data, apenas as maiores empresas produzirão dados necessários para encarar os desafios de informações. No caso de milhares de funcionários numa fábrica equipados com os dispositivos, haverá necessidade significativa de analytics e integração. Para projetos simples, como streaming de vídeo captados por meio de um dispositivo vestível em um chapéu de um técnico, por exemplo, o sistema seria menos complexo.

As aplicações de software para dispositivos vestíveis serão necessárias tanto para os administradores do back-end quanto para os usuários no front-end. Os gerentes e supervisores precisarão de dashboard de análises, enquanto funcionários irão requerer porções pequenas de informação que devem estar ao alcance facilmente, em um olhar rápido.

Por exemplo, nos dados biométricos, o gerente da fábrica não precisa ver o batimento cardíaco de toda sua equipe. Exibir isso irá atrapalhar e confundir suas tarefas. Contudo, ele precisa ser alertado quando alguém tiver picos anormais de pressão sanguínea, ou estiver sob uma frequência anormal de som, entre outros exemplos.

Quando um acidente ocorre, os funcionários avisam verbalmente a todos. Contudo, um alerta para o gerente por meio de um aplicativo em um dispositivo móvel pode ser melhor. Considerando que 12 pessoas morrem todos os dias nos Estados Unidos em condições de trabalho, um software analítico é ideal para profissões perigosas.

Se os negócios quiserem melhorar a produtividade com dispositivos vestíveis, líderes de TI devem ficar de olho em softwares de real valor para a companhia. Começando agora.

Himanshu Sareen é responsável pelo desenvolvimento estratégico da Icreon Tech, especializada em consultoria de TI, desenvolvimento de aplicações para web e mobile, marketing digital e usabilidade

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