Social Business: não deixe que transparência se torne barreira

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11:43 am - 19 de julho de 2011

O ano de 2011 está se tornando o mais fascinante da minha vida. E, nos últimos três anos, começando uma nova empresa em meio a uma economia conturbada, tive momentos interessantes, bons e ruins.

Um pouco de contexto: tenho feito a cobertura do Enterprise 2.0 desde que estava no Delphi Group, em 2003, quando tive a audácia de imaginar que um dia, wikis, redes sociais e blogs teriam algum impacto no mundo corporativo. Em uma reunião, em que sugeri que cobríssemos também, assuntos como análises, fui expulso da sala às gargalhas, literalmente.

Muita coisa mudou desde 2003. Para começar, vamos mergulhar nos problemas do mundo real de transparência e maturidade (ou prontidão). Um dos principais tópicos em qualquer discussão séria no Enterprise 2.0 é: ?Aham, então de que grau de transparência estamos falando??

Existe certo desconforto entre médias e grandes empresas quando pensam na ideia de que ?qualquer um? poderia ser capaz de levar a voz e palpitar sobre o trabalho dos outros, quando todos estão tão acostumados a se esconder em cubículos e atrás de portas fechadas.

Bem, não há o que temer. A transparência radical é exatamente assim – radical. Para qualquer um que não seja um radical (tipo, a maioria das pessoas), existe uma forma mais simples, gentil e fácil de ser mais transparente – e esse primeiro passo é o passo mais importante que se pode dar.

Pense em transparência como controle deslizante que você pode puxar para baixo e para cima para chegar ao grau de transparência que faz sentido para você. Não para mim. Não para seus concorrentes. Não para a Apple, Google ou HP. Para você e sua empresa. É dinâmico. Você está no controle. Quanto aos especialistas, gurus e pregadores que estão te pressionando: não se preocupe com eles.

Onde falta transparência?

Encontre uma área em que a falta de transparência tenha sido um problema – talvez a falta de comunicação entre uma equipe de desenvolvimento técnico e os donos do negócio. Em vez de conversas mensais ou apenas comunicação em longo prazo, realize reuniões frequentes e levantes questões e preocupações antes que seja tarde demais. Ou conecte os vendedores com a equipe de desenvolvimento de produtos para que ideias sobre como os clientes vão reagir aos novos produtos ou melhorias possam ser compartilhadas. E planeje para tornar todo o processo mais bem sucedido de propósito, tornando possível ter comunicação transparente por toda a equipe. Não deixe que isso se torne um fardo. Não existe nenhuma razão sensata para que você pense em ser 100% transparente por toda a empresa.

O grau certo de transparência facilita demais o seu trabalho. Como? Ela remove barreiras que insistíamos em manter de pé – ?porque é assim que fazemos as coisas (por aqui, nesse país, entre as pessoas da minha idade)? – mas que são apenas suposições nunca questionadas sobre porque e como as coisas são feitas.

Sou um grande fã de modelos de maturidade para compreender habilidades, equipes e culturas corporativas, e de pessoas como Geoffrey Moore, com sua estrutura ?Crossing The Chasm? para compreender mercados.

Nos anos passados (pré-2009), eu jamais teria visto pessoas, empresas ou ideias saltarem de um extremo ao outro do espectro da maturidade/adoção em menos de cinco anos. O fato é que, a não ser que você seja ótimo em lidar com mudanças em sua área, você não pode saltar de novato a expert, instantaneamente.

Nos últimos seis meses, no entanto, eu vi transformações de equipes memoráveis em pouco tempo. Fiquei impressionado quando isso aconteceu, mas a equipe, e alguns membros dela, ficaram firmes contra o valor de qualquer coisas que nós consideraríamos Enterprise 2.0, e três horas e meia depois – bang – eles estavam completamente comprometidos e correndo para fazer mudanças acontecerem.

O que aconteceu nos últimos seis meses para produzir esses resultados? Testes constantes ao longo dos últimos anos entregaram a forma mais eficiente de ?onboarding? psicológico que imaginei, baseado em persuasão, comprovação no mundo real e exercícios ao vivo que deixam de lado as clássicas ?barreiras de colaboração?, que vejo desde que me envolvi com intranets, em meados dos anos 90.

Mudanças em curso

Encontrar o melhor catalisador para acender esse fogo é o que tem ocupado minha mente, e sorte não é umas das ferramentas no meu kit (ou, pelo menos, não é uma ferramenta muito confiável). Compreender a psicologia social ao trabalhar com indivíduos, equipes e grandes empresas é ainda mais importante do que eu já suspeitava no início da minha carreira.

Um exemplo específico do cenário de 3h30 que eu mencionei acima se aproveita de três princípios psicológicos: consistência (vamos continuar fazendo o que já fazíamos), consenso ou comprovação social (tentaremos fazer o que outros ao nosso redor já fizeram ou estão fazendo) e autoridade (na falta de saber como nos comportar, nos curvamos à experiência alheia).

Como consultor externo, talvez seja mais fácil para mim do que para vocês fazer com que as pessoas colaborem com a experiência geral. Nos workshops que dou, assim que as pessoas percebem que todos na sala estão tentando entender o que é Enterprise 2.0 e social business, eles reduzem a ?imunidade às mudanças? e se ocupam em fazer, não em mudar. Uma vez que a mudança ocorre, ela deixa de ser assustadora e você parte para a próxima.

Meu objetivo é tornar óbvio que ?ser colaborador/social? online não é diferente de sê-lo na vida real. Assim que o comportamento que você quer ver online não é mais visto como algo estranho, então, o último passo para começar o trabalho no novo sistema é apenas um pequeno passo final.

Sim, a tecnologia é importante e não se consegue social business escalável sem tecnologia. Mas não podemos nos esquecer que: social business é fortalecido por pessoas e é, facilmente, minado por pessoas se você não estiver atento. Junte transparência com o que torna o trabalho deles mais fácil e ficará surpreso com a alavancada que dará nos negócios.

Questione-se:

– Como você define ?transparência? em sua empresa?

– Qual você acha que é o ponto mais crítico para transparência em sua área? Por exemplo, tem um departamento específico ou equipe já em operação sem sua definição de transparência?

– Se já começou, como expandiu?

Vamos trabalhar juntos para redefinir transparência para os não-radicais e nos fortalecermos nessa economia.

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