Com toda a publicidade em torno do uso da computação em nuvem pelo governo norte-americano, o setor público, de forma geral, ainda perde para a iniciativa privada quando o assunto é adoção de cloud, aponta um estudo global organizado pela Red Shift Research.
Apenas 23% das organizações do setor público atualmente utilizam a computação em nuvem contra 42% das empresas privadas, revela a pesquisa.
Em linhas gerais, a adoção de cloud pelo setor público globalmente está mais no estágio da investigação que em aplicação real, avalia o estudo.
Enquanto isso, empresas privadas parecem mais aptas a investirem e lançarem seus projetos dentro do modelo.
Patrocinado pela AMD, o estudo Adoption, Approaches e Attitudes: The Future os Cloud Computing in the Public and Private Sectors ouviu 1.513 organizações públicas e privadas, com 100 ou mais empregados, nos Estados Unidos, China, Índia, Cingapura, Reino Unido, França e Alemanha.
Entre os respondentes do setor público, 36% afirmam que atualmente estudam o uso da tecnologia, enquanto, 7% dizem que usam para hospedar dados, 8% para aplicações e outros 8% adotaram para as duas situações.
Já na iniciativa privada, o número de usuários atuais é significativamente maior, enquanto o porcentual dos que avaliam para lançamento de aplicações e hospedagem de dados na nuvem permanece praticamente o mesmo.
Globalmente, 33% das empresas privadas afirmam já explorar o uso de cloud computing, 26% usam para hospedagem de dados e o mesmo porcentual para aplicações. Outros 15%, mostra a pesquisa, aderiram a nuvem para hospedagem de dados e aplicações.
A pesquisa da Red Shift cita os tradicionais motivos como barreiras para adoção de cloud nas empresas pesquisadas, como medo do desconhecido, dúvidas sobre controle operacional de dados e aplicativos e falta de confiança na tecnologia em si.
Mas ao setor público também falta expertise no tema, o que não acontece no setor privado, avalia a Red Shift. 57% das empresas públicas pesquisadas, e que estão lançando iniciativas de nuvem, disseram ter competências internas para direcionar as mudanças, contra 75% na iniciativa privada.