Serpro terá centro de dados Tier 3 em SP

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2:27 pm - 24 de maio de 2011

Na Futurecom 2010, o assunto central do debate era governo digital como provedor de soluções na administração dos serviços públicos, mas o discurso de Marcos Vinicius Ferreira Mazoni, diretor-presidente do Serviço Federal de Processamentos de Dados (Serpro), chamou atenção, sobretudo, pela movimentação e investimentos que a empresa tem feito para prover serviços cada vez mais sofisticados. Ele abriu sua fala dizendo que já se gastou muito com governo eletrônico no Brasil, mas que, apenas isso, não surte efeito, quando a real mudança precisa ocorrer nos processos.

“Não adianta informatizarmos o caminho do jeito que está, tem que ter coragem de mexer em processos e organizações”, aponta, dizendo que o governo atual tem caminhado nesta direção. “Se não mexe nos processos, continuamos investindo muito (dinheiro) nessas soluções, sem mexer na essência da qualidade da prestação de serviços.”

Como exemplo de investimentos feitos, Mazoni cita que foi quadruplicada a capacidade computacional nos últimos quatro anos e o backbone aumentado em sete vezes. “Nossos circuitos nunca passaram de 60% de alocação, muitos problemas estão na ponta e, às vezes, por tentativa de invasão, mas, na maioria das vezes, é gargalo de provedor que não consegue atender.” O diretor-presidente do Serpro afirma que os desafios são imensos e lembra que duas horas antes de encerrar o prazo para envio da declaração do imposto de renda, por exemplo, o site da Receita Federal identifica usuários baixando o software da declaração.

E novos investimentos vêm por aí. “Vamos construir mais um centro de dados em São Paulo Tier 3. Há oito anos, não tínhamos backup de dados do IR, hoje temos, estamos fazendo sites alternativos para segurança, isso pede investimento, equipamento, fornecedores dispostos a operar em ponta que e única, ninguém tem solução igual.”

Entre os desafios para o governo digital, ele colocou a pulverização da infraestrutura de telecom e disponibilidade de banda, afirmando que deixou de abrir um centro de pesquisa em Manaus por não ter banda suficiente em preço razoável. Também presente no painel, João Batista de Rezende, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), ao abordar os desafios citou a necessidade de criação de demanda em regiões menos desenvolvidas e alguma forma de acabar com o desequilíbrio social que se assiste no País. Para ele, o Brasil tem preparo para suprir essa necessidade e prova disso está na logistíca necessária para pagar os 13 milhões de cartões do Bolsa Família e também na apuração ágil das eleições. “A segunda etapa é ter governo digital que atenda o cidadão. Temos experiência de municípios com rede informatizada e outras regiões com grande dificuldade de ter esse serviço. Temos barreiras culturais e físicas pela precariedade da transmissão de dados. Falta inclusão digital de fato do cidadão. É preciso um programa que atenda o cidadão de forma mais direta e objetiva.”

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