Seis passos que sua empresa deve seguir para confiar em Big Data

<p>Adquirir confiança nas ideias de Big Data leva tempo. Mas uma vez que algumas iniciativas estejam em andamento, a empresa estará mais aberta e não só os negócios mudarão, mas também a TI mudará</p>

Author Photo
7:02 am - 07 de agosto de 2013

Tendo
em vista a economia que ainda está em recuperação, nos últimos tempos
as pessoas passaram a adotar um comportamento cada vez mais desconfiado
e controlador. E quando o assunto é analisar os grandes volumes de dados a tempo de gerar informações que possam ser acionados em
beneficio ao negócio, diferentes problemas de confiança são levantados
pelo mundo corporativo. Com Big Data, o maior desafio
é fazer as pessoas acreditarem – e confiarem – nesta solução. E não se
trata apenas de confiar nos dados em si. Mas do que pode ser feito
com o Big Data.

Não
é fácil, no entanto, fazer as pessoas confiarem em ideias extraídas de
modelos que associam dados estruturados e não estruturados
obtidos em tempos distintos. Confiamos em nossos instintos, nossa
experiência, nossa intuição – ou nos dados? Mesmo quando as correlações
de dados revelam um aumento nas vendas ou na eficiência, os líderes
empresariais podem não acreditar no que veem. É por
isso que a construção da confiança em Big Data é tão importante. As
pessoas não irão desejar abrir mão dos instintos nos processos de tomada
de decisão usados durante anos até estarem convencidas de que, sem
sombra de dúvida,o  Big Data funciona.
 
Confiança não é algo que aconteça da noite para o dia. Pode ser um
longo processo, que requer tato à medida
que você interaja com os líderes empresariais em cujo território você
está pisando.

 Ao longo dos últimos três anos, a Intel tem implantado
iniciativas de Big Data internamente com grande sucesso. Mas tivemos que
passar por um longo processo de tentativas e
erros para chegar onde estamos atualmente. A maior parte das iniciativas
envolveu ganhar a confiança dos principais interessados dentro das
linhas de negócios.

 
Por meio desse processo, identificamos seis passos para ganhar a confiança em nossas iniciativas de Big Data:
 
1. Compreender o negócio e os dados.
Pode parecer óbvio, mas realizar
uma profunda e complexa análise para uma unidade de negócios exige
sentar com as pessoas-chave para compreender o que a unidade faz,
como ela interage com o resto da empresa e os desafios que enfrenta. O
que está impedindo o progresso? O que está impedindo-os
de serem mais eficientes? Você precisará de alguém capaz de fazer as
perguntas certas e que tenha uma boa compreensão dos dados disponíveis.
 
2. Determinar o problema e como os dados podem ajudar.
Comece a ligar os pontos
entre o problema empresarial e os dados disponíveis. Esses dados
ajudarão a resolver este problema? Neste ponto você poderá perceber que
tipo de dado você precisa. É possível ter acesso a ele? O dado existe
dentro ou fora da empresa? As pessoas tendem pensar
em Big Data como mídia social e a Internet das Coisas. Elas sentem a
necessidade de ir imediatamente para fora da empresa a fim de extrair
esse tipo de dado, mas a integração de dados externos adiciona
complexidade e há uma significativa quantidade de valor
nos dados de dentro da organização.
 
3. Definir expectativas sensatas – afastar-se se for preciso.
Certifique-se de
que a empresa entende que para cada problema de negócio resolvido, pode
haver três ou quatro não resolvidos. Passamos alguns meses em projetos
que produziram pouco ou nenhum valor significativo. Se os projetos não
estão gerando os resultados que sua empresa
está procurando, você terá que estar disposto a se afastar e focar na
próxima oportunidade.
 
4. Abordar os projetos de Big Data em paralelo com os métodos tradicionais.
Os
líderes empresariais não desistirão de processos e tecnologias
familiares e dirão: “Ok, agora confiarei em Big Data”. Você tem que
provar isso a eles enquanto ainda operam dentro dos parâmetros habituais
para tomadas de decisões.
 
5. Ser flexível.
A análise de Big Data na qual você está embarcando é uma exploração.
Você pode encontrar importância em áreas inesperadas. Isso implica ser
flexível sobre as metodologias e as ferramentas. Reconheça que o seu
conjunto de ferramentas para Big Data não será o mesmo daqui a um ano,
seja flexível na sua implantação e atualização,
fazendo investimentos de acordo com a necessidade. Busque experiência em
diferentes tipos de análises à medida que continua trabalhando para
demonstrar o valor para o negócio.
 
6. Manter o objetivo em mente.
Às vezes o processo parecerá complexo. É nesses
momentos que é preciso manter o foco nos resultados. Aqui na Intel,
conseguimos aproveitar o Big Data e as análises preditivas para alcançar
uma redução de 25% no tempo para a validação do design do chip, o que
aumentou a velocidade para o lançamento no mercado
de novos chips. Resultados como este transformam todo o processo em um
esforço que vale a pena.

Adquirir
confiança nas ideias de Big Data leva tempo. Mas uma vez que algumas
iniciativas estejam em andamento, a empresa estará
mais aberta e não só os negócios mudarão, mas também a TI mudará. À
medida que os departamentos de TI adotem iniciativas de Big Data que
tenham resultados empresariais, elas serão transformadas em um parceiro
estratégico para a empresa, um parceiro que já conquistou
a confiança necessária. 
 

(*)  Bruno Domingues é Arquiteto Principal da Intel Brasil

 

Newsletter de tecnologia para você

Os melhores conteúdos do IT Forum na sua caixa de entrada.