Segurança de negócios: requisito essencial

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9:48 pm - 23 de maio de 2011

No meio de uma calorosa discussão, um jovem camundongo levantou a voz e disse que tinha uma idéia. Todos se calaram e no silêncio que se seguiu, ele continuou: “- Amarramos um guizo no pescoço do gato. Assim, sempre que o animal estiver se aproximando, ouviremos seu som e teremos tempo de fugir!”.

Por que ninguém havia pensado naquilo? A idéia possuía a simplicidade que caraceriza a genialidade…No meio da comemoração que se seguiu, um rato mais velho, todo enrugado, levantou a pata e gritou em alto e bom tom, encerrando com a alegria da rataria: “E quem vai amarrar o guizo no pescoço do gato?”.

Meu pai relembrava esta fábula sempre que ouvia uma boa idéia impossível de executar. Ele dizia que devemos ter cuidado com soluções que aparentam serem fáceis, mas que geralmente têm problemas na hora de executar. O mesmo acontece com a maioria das ferramentas oferecidas no mercado: independente do seu fornecedor, as organizações esquecem que segurança antes de tudo é uma questão de postura e comportamento. E se não pode garantir apenas através da aquisição de um produto, seja software ou hardware.

Isto me lembra de um outro segmento, anos atrás, quando o Brasil admitiu o conceito de qualidade nas empresas. Surgiram inúmeras metodologias e produtos prontos para “facilitar” sua implementação nas organizações. Mas apenas aquelas que efetivamente se esforçaram em adicionar seu conceito na própria cultura corporativa é que obtiveram sucesso rápido. Nas outras, o processo veio quase à força, imposta por exigência do mercado e pela pressão exercida pela concorrência.

Agora, observo o tratamento que a maioria das empresas tem demonstrado em relação ao assunto, procurando no mercado por soluções abrangentes e que atendam às suas necessidades específicas, deixando de lado todo o aspecto cultural, exigido pelo próprio conceito de produto. Seja por motivos econônimos ou por sofismas técnicos, originados pela falsa percepção de que uma solução originada com recursos próprios pode resolver melhor as exigências da companhia, grande parte das empresas vem negligenciando a questão de aproveitar o investimento em segurança como meio de valorizar seu produto ou serviço.

Ao invés de ter apenas a percepção de custos, deveriam estar avaliando os ganhos que serão obtidos com a fidelização de um mercado cada vez mais exigente e competitivo. Os principais executivos precisam entender que parte da lucratividade obtida com a automação e transferência de processos para aplicativos era para ser investida na garantia da sua própria continuidade.

Isso porque se o ambiente onde o processo ficar indisponível -seja por falta de energia ou por conta de um novo vírus – é o cliente quem paga o pato, cobrando alto por esta conta. A analogia entre segurança e qualidade é inevitável: percebemos isso nos comentários que acompanham notícias de blecautes causados por explosões e greves de funcionários. Até quando estaremos acompanhando gestões míopes, que vinculam seus gastos com segurança ao ambiente de tecnologia, quando deviam estar olhando para seu resultado nos negócios?

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