Rodrigo Dienstmann: “(parceiros são) um ativo estratégico indissociável da Cisco”

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9:00 am - 18 de março de 2014

A apresentação foi feita por acaso, na fila do táxi em frente ao Westin Boston Waterfront, hotel que sediou o Cisco Partner Summit 2013 nos Estados Unidos. Rodrigo Dienstmann, recém empossado como principal executivo da companhia no Brasil ? cargo antes ocupado por um outro Rodrigo, o Abreu ? aguardava sua vez quando o crachá pendurado em seu pescoço e o rosto familiar difundido pelo comunicado oficial que trazia sua promoção ao cargo o delataram.

Com mais calma, no dia seguinte, ele concedeu entrevista à CRN Brasil em suas primeiras declarações dadas na nova posição. Aos 44 anos e fala acelerada, acompanhando os rápidos pensamentos, Dienstmann é considerado, por parceiros, como proativo e disponível. Depois de ocupar a posição de interino por três meses – desde a saída de Abreu, em fevereiro, até sua promoção, em maio deste ano ? ele mesmo pega o telefone e disca o número de seus principais canais para conversar e entender o quê precisa ser melhorado no programa atual.

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A atenção não é desmedida: mais de 90% da receita da Cisco vem de forma indireta, e o Brasil está no centro da estratégia de crescimento da multinacional. ?Gerenciar em uma cultura de parceiros é uma vocação, um ativo estratégico indissociável da companhia. É a nossa receita de sucesso?, resume.

Conexão para mim é…. responder a uma necessidade legítima do cliente. Nossa conexão antes costumava ser resposta a requerimentos, mas hoje é antecipar os negócios que estão por vir.

Para ser número um é preciso…. trabalhar duro, não se deitar em louros e, principalmente, ouvir o que o cliente não está dizendo.

Ser diretor interino foi importante porque…. foi um período de experimentação, aprendizado e avaliação pessoal.

A promoção oficial me fez sentir… patrocinado para levar em frente os planos ambiciosos da Cisco para o Brasil. Me senti validado. O fundamental é que o resultado não virá da minha gestão, mas sim dos gestores anteriores. É algo que está extremamente consolidado no time. Sou apenas o conduíte, o transmissor das mensagens.

2013

Liderar uma unidade que está no foco de um multinacional traz de desafio… primeiro a tradução das circunstâncias locais para a corporação e, também, a tradução das expectativas da empresa para a execução local. O Brasil carrega, como outros emergentes, o grande crescimento da companhia para os próximos anos, mas deve ser atingido de forma diferente de outros locais.

O principal momento da minha vida foi…. o nascimento dos meus filhos. Tenho dois: um menino de um ano e uma menina de cinco anos.

Uma chance perdida traz… aprendizado

A TI no Brasil ainda precisa… ser vista como infraestrutura competitiva básica. Quase como um libertador do nosso crescimento, uma mola propulsora da expansão.

Ofertar serviços é difícil porque… eles precisam ser traduzidos num valor real ao cliente.

Impossível, para mim… é tentar fazer qualquer coisa sem se basear em cultura e valores fortes.

Não pensar em cloud computing é… férias… brincadeira (risos). É ignorar o caminho do mundo.

Meu principal objetivo na Cisco, agora, é… consolidar e executar os planos que desenhamos há vários anos.

Desejo… consolidar a transformação da Cisco Brasil de uma operação comercial para uma operação plena, com fabricação local e centro de inovação. Sair de uma operação comercial para uma nacional.

Gerenciar uma cultura de parceiros é… é uma vocação, um ativo estratégico indissociável da companhia. É a nossa receita de sucesso.

Quando era criança, queria ser… arquiteto, misturar elementos técnicos com elementos criativos. Ainda quero. Quem sabe um dia eu faço a faculdade.

Hoje, eu sou… um pai feliz e um profissional comprometido com o futuro do País. Acredito muito nisso. Realmente podemos melhorar educação, saúde e competitividade com tecnologia. É um pouco do arquiteto: é preciso misturar técnica e criatividade. Tecnologia sem criatividade é chato.

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