Sucesso de social business está ligado à visão do negócio

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9:00 am - 30 de agosto de 2012

Em termos de base instalada e representatividade, o tema rede social corporativa ainda é pequeno na América Latina e, consequentemente, no Brasil. Dados da IDC apontam, hoje, para um mercado de US$ 5 milhões, mas em rápido crescimento, com taxas anuais de 60%. Ao que tudo indica, as companhias, cada vez mais, enxergam valor nesse tipo de solução, seja para melhorar o nível de colaboração com funcionários e parceiros, ampliar o tipo de análise, a partir da integração com soluções analíticas, ou trabalhar a questão da marca e interação com clientes.

?Vemos que muitos fabricantes estão adaptando suas soluções com plug-in social?, frisa Cesar Longa, líder da prática de software da IDC para América Latina. Os exemplos de uso citados pelo especialista são os mais variados. Num processo de vendas, por exemplo, esse tipo de plataforma pode servir para acelerar o fechamento de um contrato, a partir de recomendações lançadas por clientes, parceiros e até por um público especializado, mas que ainda não adquiriu determinada solução. Além disso, ele vê, nas companhias que aderem a esse tipo de solução, algo muito diferente de estruturas tradicionais, mais preocupadas em usar apenas os dados internos. ?Hoje se precisa de mais colaboração e, neste mundo altamente globalizado, posso estar em Lima e você em São Paulo trabalhando na mesma coisa.?

Diante dessa mudança de mentalidade, não é de se surpreender com o número crescente de empresas que investem em soluções para atender a este segmento. São plug-in, plataformas de rede social corporativa ou mesmo pacotes que integram diversas formas de colaboração e, ao final, entregam o resultado desejado pela companhia. A VMware, por exemplo, tem apostado fortemente em sua plataforma Socialcast.

Como explica o líder de produto da fabricante, Alexi Robichaux, a ideia da VMware é estar mais próxima de quem usa o software e, por isso, a companhia tem trabalho muito nessa questão social e, também, na experiência do usuário. Trata-se de uma mudança de paradigma até mesmo para eles que até poucos anos atuavam apenas em infraestrutura de TI. ?Acreditamos que a questão social irá liderar as interações entre as pessoas no futuro. 80% dos usuários de internet têm alguma experiência social e, no campo corporativo, estamos caminhando para isso. Temos muitas empresas usando rede social e para uma grande variedade de funções?, avalia.

Visão de negócio

O objetivo da VMware com o Socialcast é, no mínimo, ambicioso: ajudar as companhias a construírem um ambiente onde os funcionários colaborem de forma mais efetiva. É de conhecimento geral que vários fabricantes tentam isso e, de alguma maneira, falham. Seja no processo de venda, na cultura da companhia ou mesmo na implantação. Mas Robichaux acredita que pode fazer isso a partir de interações com sistemas e com boa interface de usuário ofertada.

Talvez, um grande trunfo do executivo seja a forma de pensar a rede social corporativa. ?A interação é algo que conseguimos nos diferenciar em relação aos outros fornecedores. Estamos na estratégia, ajudamos a companhia a levar a colaboração de forma efetiva. Conseguimos adaptar a plataforma à cultura da empresa. Precisa pensar o negócio e o que quer atingir quando vai para esse tipo de implantação. É uma mudança no direcionamento, na gestão. Precisa estratégia e temos grandes clientes?, comenta, ao lembrar que um dos maiores cases do Socialcast é com a GM, que aplicou a ferramenta, inclusive, em processos de cocriação.

De qualquer forma, como bem avalia Longa, da IDC, trata-se de um impacto organizacional muito grande. ?E as empresas ainda não estão conscientes desta forma diferente de trabalho, mas a mudança vai ser rápida?, prevê o especialista. Olhando para a América Latina, o líder da prática de software da IDC entende que o Brasil é o País onde a mentalidade para adesão a esse tipo de solução esteja mais avançada. Embora em termos de faturamento ainda seja uma área pequena, o País já representa 51% da fatia. ?Mas se olharmos para 2016 e compararmos com 2012, o mercado será triplicado em cinco anos. Serão quase US$ 22 milhões em 2016.?

Brasil, México e Colômbia lideram as iniciativas que, de acordo com Longa, acompanham muito a questão do investimento em soluções analíticas. ?Quando se olha inteligência de negócio, já existem soluções onde o core analítico não tem apenas os dados das empresas, mas os sociais, que são gerados por valores referenciais. É uma relação estreita, apesar de o mercado de inteligência não crescer tão forte por estar um pouco mais maduro.?

Pelos dados da consultoria, finanças e telecomunicações são os setores que apontam para os maiores projetos na área. Entre os motivos está a maturidade de compra de TI maior e, também, a necessidade de uso para gestão de marca, análise de percepção e, mesmo, interação com clientes. Esses dois segmentos são seguidos por comércio varejista e manufatura.

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da VMware

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