Rede elétrica levará internet a 98% das residências

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10:59 am - 29 de agosto de 2008

Com projeção de chegar a 98% das residências em poucos anos, a energia

elétrica vai se tornar o meio de acesso com maior capilaridade para a

oferta de banda larga. Com preços competitivos – por não requerer

implantação de novas redes – a banda larga por cabos de energia ou PLC

(Powerline Communication) pode assumir papel importante na

universalização da internet no País, disse ontem à Gazeta Mercantil, o

gerente de Engenharia de Espectro da Agência Nacional de

Telecomunicações (Anatel), Marcos de Souza Oliveira.

As velocidades nos testes do PLC da agência variaram de 1 a 16

megabits por segundo (Mbps) e se adequam ao conceito de banda larga da

União Internacional de Telecomunicações (UIT), braço da Organização das

Nações Unidas (ONU). O piso é de 2 Mbps. O regulamento que estabelece

as condições de uso da rede elétrica foi aprovado e está sob consulta

pública na Anatel desde terça-feira, por 30 dias. Após o prazo, as

contribuições serão analisadas pela área técnica e o texto final será

submetido à aprovação do Conselho Diretor da agência. Estima-se que

ainda este ano a regulamentação permitirá a oferta, de forma direta

(pela concessionária de energia) ou por compartilhamento da última

milha com as prestadoras de telecomunicações.

Oliveira explicou que não há risco de o usuário ser surpreendido

com uma descarga elétrica e levar “choque” ao acessar o serviço pela

tomada de luz. “Os equipamentos do PLC separam o sinal elétrico,

transmitido pelo cabo de energia na freqüência de 60 hertz, do sinal de

telecomunicações, cuja transmissão será nas faixas de 1,7 megahertz a

50 megahrtz”, explicou. Apenas o sinal do serviço de dados que

viabiliza a internet chega ao computador, por meio de um modem. Todos

os equipamentos para venda do serviço ao público terão de ser

certificados pela Anatel.

Embora a agência desconheça os planos das concessionárias de

energia, já se sabe que algumas, como a Eletropaulo, têm interesse em

tornar-se prestadora direta de PLC. Outras, como Cemig (Minas Gerais),

Celg (Goiás), Copel e CEEE (Rio Grande do Sul), realizaram testes.

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