Rafael Paloni, da Network1: plantar e colher

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9:00 am - 18 de março de 2014

Na noite anterior à premiação do Distribuidor Preferido 2011, Rafael Paloni, presidente da Network1, comemorava a chegada de seu segundo filho. A pequena Helena chegara para dar ainda mais emoção à vida do executivo. O que Paloni nem imaginava é que o futuro lhe reservava mais uma conquista: a de Melhor Executivo do Distribuidor 2011. A Network1 levaria ainda o prêmio na categoria Mix de Produtos em distribuição de valor. Agora, Paloni revela não apenas os esforços para conquistar seu canal, como também as novas estratégias da empresa, que permeiam cloud computing e a internacionalização da companhia.

CRN Brasil – A empresa tem se movimentado no sentido de atender a todos os segmentos do mercado de TI. Isto é, além de valor, volume e uma empresa voltada a distribuição de software. Qual é o motivação da Network1 em ser tão abrangente?

Rafael Paloni ? A única maneira de garantir o crescimento e perenidade do seu negócio é com inovação. Isso é parte da nossa cultura hoje. O nosso modelo de negócio também sofreu transformações. Cada uma das unidades de negócio tem foco específico para a execução de todas as ideias que temos. E é assim que trabalhamos, extremamente focados nas unidades: uma para atendimento corporativo, uma para o SMB, uma para volume e varejo e agora com a Soft1, temos software de valor tanto para integradores, como para canais que já atendemos e podemos fazer uma venda casada. Só assim podemos garantir a sustentabilidade do nosso negócio e registrar crescimentos expressivos.

CRN Brasil ? Como garantir a execução das ideias?

Paloni ? Eu costumo falar que empresas fortes têm pessoas fortes. No ano passado, tínhamos 140 colaboradores, este número saltou para 240 em 2011. Para termos um time forte, temos investido muito em nossas lideranças. Temos oito diretores, um em cada unidade de negócio, e cerca de 50 gestores. Temos um trabalho intenso de envolver, comunicar e mensurar o trabalho deles. Temos o balanced scorecard e é visível a todos suas metas e em que pé estão com elas….É uma maneira de garantir a execução. O que é inovação? Criatividade executada traz resultado, trabalhamos muito forte para que todos entendam este conceito.

CRN Brasil – A empresa foi vencedora na categoria Mix de Produtos. Quais são os desafios para manter um portfólio bom para o cliente e bom para o distribuidor?

Paloni ? Cada vez mais estamos focados em um portfólio completo, para sermos sempre o primeiro distribuidor que venha à cabeça de nossas revendas. O nosso portfólio atende a necessidade do cliente final, e é completo porque contempla comunicação de dados, comunicação unificada, segurança, soluções para data center, mobilidade, e segurança física. Tudo isto de forma integrada e com time especializado para suportar as necessidades do canal e garantir uma margem saudável. No SMB é a mesma coisa, verificamos qual aplicação atende melhor cada segmento. O mesmo acontece com o varejo, que também possui um mix completo. Assim como nossa área de software se encaixa com todas as soluções que oferecemos na área corporativa. Nosso portfólio está, também, alinhado com tendência tecnológica e traz isso como oportunidade para os nossos revendedores.

CRN Brasil ? O que a companhia tem feito para inovar, então, nesta seara?

Paloni ? Estamos lançando uma solução em computação em nuvem. Fizemos uma parceria estratégica com novos data centers, alguns de altíssima disponibilidade….É um modelo centrado no canal para que ele possa oferecer para o cliente final pagar o quanto usar, através desta plataforma. Cabe ao parceiro fazer a configuração para o cliente. Nós provisionamos o data center, e ele entrega ao cliente. O que nós fizemos é lançar um modelo para que os canais ofereçam como alternativa às soluções físicas. No final de setembro, apresentamos a 60 canais, que já estão sendo treinados para esta oferta que contempla: servidor e desktop virtual, Microsoft Exchange na nuvem e cloud storage.

CRN Brasil – A Network1 anunciou recentemente que intensificará sua operação fora do País? Quais são as expectativas e desafios da internacionalização?

Paloni ? A nossa visão é ser um distribuidor regional na América Latina, com cultura latina. Vimos que existe espaço, embora o Brasil deve ser 50% do negócio da região. No ano passado, quando abrimos escritório nos Estados Unidos foi muito bom. Nós contratamos uma pessoa forte para isso, nosso objetivo é crescer bem. Já temos operações em três países: Colômbia, com dez pessoas; Chile, com cinco; e Peru, com dois colaboradores. A princípio, estamos vendendo soluções para o mercado enterprise, assim que entendermos a logística de cada um, entramos no SMB.

CRN Brasil ? Quanto a operação de fora representa no negócio da Network1?

Paloni ? Ainda é uma operação pequena, mas está crescendo. Esperamos muito no último quarter, tanto fora como aqui. Mas, mês a mês, temos crescido em parceiros e fabricantes, pegando soluções e inovações no Brasil para fora. Plantamos para colher.

CRN Brasil – Vocês tem planos de novas frentes ou novos fabricantes?

Paloni ? Tenho. Mas não posso te falar. Não podemos parar. Como disse, é uma empresa com inovação.

CRN Brasil – Quais são as expectativas de fechar o ano e para o ano que vem?

Paloni ? A ideia é crescer de 20% a 25 %, pelo menos.

CRN Brasil – O principal prêmio da noite de ?melhor executivo do distribuidor? ficou para você. Quais são as características que te levaram a esta importante conquista?

Paloni ? É um conjunto de coisas. O prêmio é uma honra, afinal concorri com pessoas brilhantes, como Fabio Gaia, Alexandre Conde e Rogério Fluzer. Mas atribuo isso ao nosso time, a aliança estreita com os parceiros na busca incessante por resultados e execução das estratégias. Fiquei muito contente. E com a certeza de que quem planta, colhe.

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