Que tamanho a nuvem pode ter?

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9:29 am - 13 de junho de 2012

De forma geral, os exemplos citados por este especial foram de operações relativamente pequenas. Mas é quando as empresas crescem que elas começam a acreditar que seus próprios data centers dedicados podem replicar a eficiência e a economia de escala dos fornecedores de nuvem para operações em andamento, para que elas possam, então, colher as economias previstas pela de Lei de Moore.

A Zynga é um exemplo dessa mudança. A empresa de jogos online lançou seu negócio no Amazon Web Services e, até recentemente, rodava 80% de seus jogos (Farmville, Words With Friends, Mafia Wars) no AWS. Agora que esses jogos alcançaram grandes escalas e volumes mais previsíveis, a Zynga planeja rodar mais de 80% de seus jogos em servidores dedicados, em data centers terceirizados. A empresa vai continuar usando o AWS, mas apenas para a capacidade imprevisível. A Zynga trata o AWS como um serviço premium para um produto especial ? capacidade sob demanda ? e não capacidade a longo prazo. É claro que as operações da Zynga não são operações de TI corporativa, já que roda, essencialmente, um aplicativo Web em escala de massa, e não a mistura de softwares que a maioria dos negócios encara.

Lynden Tennison, CIO da companhia ferroviária Union Pacific (UP), opera negócios mais tradicionais, mas vê infraestrutura em nuvem da mesma forma. O negócio ferroviário tem volume previsível, então a UP não vê muito pico em demanda de computação. Ela comparou seus gastos com os preços de serviços em nuvem e descobriu que fazer em casa é mais barato. ?Eu sempre achei que a nuvem fizesse sentido para empresas?, comenta Tenninson. Mas mesmo para os CIOs de grandes companhias, que hoje pensam dessa forma, existem ao menos dois grandes fatores que exigem atenção.

O maior deles é competição. A Amazon descobriu um ótimo modelo de negócio de conseguir clientes de longo prazo: ela compra hardware e faz com que outras empresas paguem por eles, várias vezes. Mas a competição, que está crescendo, vai reduzir os preços. Por exemplo, a HP pode se mostrar uma grande força que entrou no mercado de infraestrutura em nuvem.

Outro fator que exige atenção é capacidade. Operadores convencionais de data center vão continuar mantendo as capacidades oferecidas pelos fornecedores de nuvem, que passam a maior parte do tempo obcecados por operações hipereficientes?

Pense no quanto os fornecedores de nuvem automatizam operações. A empresa típica usa a virtualização para reduzir a taxa de administrador por servidor para 1 para 35 ou 1 para 50. O data center da Microsoft, baseado em Chicago, chegou a atingir 1 administrador para 6 mil servidores.

Uso de energia será outro teste. Os data centers têm taxas de eficiência de uso de energia ? ou PUE ? que dizem com que eficiência eles usam eletricidade. O DC de uma empresa típica usa duas vezes a quantidade de energia realmente necessária para a computação ? a taxa PUE geralmente fica entre 1.92 e 2.0. A energia extra é consumida pela iluminação, resfriamento e outros sistemas. Utilizando técnicas de resfriamento de ambiente e rodando um pouco mais quente que a média, o mais novo data center do Google entrega taxa PUE de 1.16; o novo do Yahoo, em Lockport, tem PUE de 1.08; e o do Facebook, em Prineville, tem PUE de 1.07.

Os data centers de nuvem também são grandes usuários de software em código aberto ? sistema operacional de servidor Linux, servidor Apache Web, KVM e virtualização Xen ? oferecendo uma infraestrutura mais barata do que o DC corporativo tradicional. Eles empacotam servidores otimizados ? às vezes customizados ? para virtualização, depois os dividem para uso multitenant, reduzindo ainda mais os custos. Fornecedores de nuvem gastam muito tempo desenvolvendo expertise em áreas como software de virtualização de baixo custo e hardware para servidor mais econômico em energia, porque esses esforços podem escalar até as menores economias em uma base amplamente instalada.

Se fornecedores de nuvem continuarem enxugando os preços com eficiência, a TI corporativa pode ter ainda mais dificuldade em se manter compatível em desempenho. E então, apenas a questão da concorrência irá forçar esses fornecedores de nuvem a passarem essa economia aos clientes.

Quando exatamente essa mistura mágica de concorrência e capacidade vai tornar os preços da nuvem irresistíveis para as organizações de TI corporativa, ainda não se sabe. Por enquanto, conveniência e velocidade são os principais direcionadores, mas a eficiência e a economia da nuvem devem ganhar força na próxima década.

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