Quatro TED Talks imperdíveis sobre o futuro da TI

Em pouco mais de uma hora, essas palestras lhe darão uma pequena amostra de como o mundo pode ser na próxima década!

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8:21 am - 18 de abril de 2016

Um dos maiores desafios para qualquer profissional envolvido com
tecnologia é se manter atualizado em um cenário de constante mudança.
Porém, por vezes, ficamos tão focados em avanços que afetam nosso
trabalho diário, nossa indústria e nossos objetivos, que perdemos de
perspectiva evoluções mais vastas e amplas.

Grandes avanços estão sendo realizados na ciência e na tecnologia, e
ekes prometem mudar não somente a maneira em que conduzimos negócios,
mas também a forma como vivemos, percebemos o mundo ou até nosso
entendimento do que significa ser humano. Para quem está na vanguarda da
tecnologia é importante se manter atualizado dessas incríveis
descobertas.

Felizmente a TED Talks fez com que isso seja possível em apenas
alguns minutos. Aqui listamos quatro palestras que, em pouco mais de uma
hora, irão providenciar uma pequena amostra de como o mundo pode ser na
próxima década!

1. Podemos criar novos sentidos para o ser humano?

Duração: 20 minutos e 34 segundos
Postada em: Março de 2015
Palestrante: David Eagleman (neurocientista)

Limitados pelos nossos cinco sentidos – visão, tato, olfato, paladar e
audição – até os mais perceptivos seres humanos conseguem captar apenas
uma pequena amostra do que está realmente acontecendo no mundo. Devido
as limitações dos nossos receptores sensoriais, não estamos equipados
para ter uma experiência completa do nosso ecossistema – raios de luz,
raios gama, ondas sonoras e etc. – que nos envolvem ou passam por nossos
corpos, diz David Eagleman, neurocientista, autor e criador da série de
seis capítulos “The Brain” (O Cérebro).

Portanto, esta experiência sensorial é a nossa realidade objetiva e
nós a aceitamos como o nosso mundo. A missão de Eagleman é expandir a
realidade ou a experiência de ser humano. O palestrante parte do ponto
de que é trabalho do nosso cérebro receber dados externos, extrair
padrões destes dados e associar a eles um significado. Porque nosso
cérebro não se importa de onde vem esses dados, ele diz, nos precisamos
pensar além de nossa experiências sensoriais (ou periféricas) e
alimentar nosso cérebro com novas fontes de dados.

Eagleman descreve e demonstra sua pesquisa em substituição sensorial,
na qual pessoas com deficiência visuais o auditivas ganham a percepção
de estarem vendo e ouvindo através de mecanismos alternativos de
“entradas” sensoriais. Por exemplo, surdos “ouvindo” através de “coletes
sônicos” que transforma pequenas vibrações em informação auditiva.

O próximo passo seria a adição de novos sentidos, que permitiriam a
humanos experiências sensoriais novas. Um exemplo (que Eagleman
demonstra) é habilidade de canalizar informação em tempo real da bolsa
de valores ou do Twitter para o cérebro através de receptores
vibratórios. Essa é a diferença, segundo o neurocientista, entre acessar
“big data” e experimentar “big data”.

Então, você quer experimentar o mundo em sua completude? A resposta
parece estar apenas a um dispositivo sensorial de se tornar real.

2. O que acontece como os computadores se tornarem mais inteligentes que nós?

Duração: 16 minutos e 31 segundos
Postada em: Março de 2015
Palestrante: Nick Bostrom

A história da inteligência humana, desde o chipanzé até físicos que
estudam a teoria das cordas, é muito curta se comparada ao tempo de vida
da Terra que habitamos. Apenas aguarde, diz o filósofo Nick Bostrom. O
próximo capitulo – inteligência artificial que atinge níveis humanos de
aprendizado – vai acontecer mais rápido que você imagina, entre os
próximos 30 ou 40 anos.

Quando o dia chegar, Bostrom diz, os humanos não vão mais precisar
inventar, pois as máquinas vão faze-lo por nós. Quando essa
superinteligência nascer, é bom esperar que ela esteja do nosso lado,
diz o filósofo.

Para Bostrom, inteligência significa poder e, inteligência “suprema” –
seja ela de homens ou da máquinas – sempre vencerá. Portanto, enquanto a
IA poderia, potencialmente, desenvolver curas para doenças ou criar
ecossistemas habitáveis no espaço, sua busca por otimização poderia ser
guiada por interesses e objetivos desconexos com o que humanos
consideram relevante.

O filósofo argumenta que o trabalho que vem sendo conduzido em
inteligência artificial deve ser acompanhado, ou mesmo precedido, por
maneiras de treinar máquinas para apreender valores humanos, prever o
que nos aprovaríamos e agir de acordo com esse prisma. Caso contrário,
diz Bostrom, nosso futuro pode ser determinado pela preferências da
inteligência artificial, quaisquer sejam essas preferências.

Se você for um entusiasta ou céptico sobre os desenvolvimentos em
inteligência artificial, a perspectiva apresentada por Bostrom vale a
nossa consideração. Pelo menos, deveríamos questionar a nossa capacidade
de controlar nossa invenções sem conduzir um trabalho sério antes que
essas invenções se completem.

3. Agora podemos editar nosso DNA. Mas vamos fazê-lo com sabedoria

Duração: 15 minutos e 53 segundos
Postada em: Setembro de 2015
Palestrante: Jennifer Doudna

Mais uma palestra que levanta preocupações com o futuro foi feita por
outra palestrante da TED, Jennifer Doudna, co-criadora da
revolucionária ferramenta de edição do genoma humano, CRISPR-Cas9.
Enquanto a engenharia de genoma vem se desenvolvendo desde os anos 70, a
ferramenta CRISPR (acrônimo para “short clustered, regularly
interspaced, short palindromic repeat”) é exponencialmente mais simples e
efetiva. Tanto, que é vista como algo que vai nos guiar para uma era de
humanos geneticamente modificados.

A técnica deriva de pesquisas focadas em como bactérias combatem
infecções virais. Pesquisadores descobriram o processo CRISPR, que busca
e corta DNA viral de maneira muito precisa. Doudna e seu time
realizaram que poderiam utilizar a funcionalidade do CRISPR
programando-o a reconhecer sequências particulares de DNA e, reparar,
deletar ou inserir novos pedaços de DNA sobre ou próximo do local
“danificado”.

Essa capacidade permitiria aos cientista corrigir mutações que causam
fibroses císticas, anemia falciforme e outras doenças genéticas. O
CRISPR, ao que tudo indica, é como um software para o genoma, de acordo
com Doudna, faz com que a edição de gene seja tão precisa como consertar
um erro de digitação em arquivos de textos como o Microsoft Word.

Estas técnicas estão sendo testadas atualmente em ratos e macacos,
porém tem progredido tão rapidamente que Doudna acredita que haverão
aplicações em humanos adultos nos próximos 10 anos. A questão é que é
justamente aí que mora o problema: por mais que a promessa de aplicação
do CRISPR exista para curar doenças, as suas consequências não
intencionais podem ser desastrosas.

Por exemplo, o CRISPR poderia ser utilizado para melhorar genes
humanos em estágio embrionário para eliminar genes causadores de doenças
ou manipular traços como a cor dos olhos e altura. Enquanto Doudna
reitera que essas capacidades ainda não são possíveis de executar, ela
também concede que a engenharia genética não está mais no campo da
ficção-cientifica. Dessa forma, a pesquisadora organizou um pedido para
moratória de qualquer aplicação clínica do CRISPR-Cas9, para permitir
aos pesquisadores tempo para debater as importantes questões éticas e
sociólogas pertinentes a engenharia genética..

4. Minha filha, minha esposa, meu robô e a busca pela imortalidade

Duração: 21 minutos e 04 segundos
Postada em: Março de 2015
Palestrantes: Sessão de perguntas e respostas com Martine Rothblatt e Cris Anderson da TED.

A história de Martine Rothblatt é repleta de temas tradicionais aos
empreendedores americanos, amor a primeira vista, devoção dos pais e
recompensas por nunca desistir. Por outro lado, sua vida ilustra a
mudança de cenários causadas pelo desenvolvimento de diversos tipos de
tecnologia.

O que inclui sua dissertação 2001 sobre xenotransplante (transplante
de órgãos de uma espécie para a outra); seu trabalho pioneiro em
comunicação via satélite (ela é co-fundadora da Sirius XM); a sua
fundação de biotecnologia que, entre outras coisas, mantém pulmões
viáveis para transplante mesmo fora de corpos humanos; seu ativismo
pelos direitos dos transgêneros e sua própria mudança de gênero; seu
lançamento do movimento transhumanista Terasem, que é focado na
consciência cibernética e a imortalidade tecnológica; e o
desenvolvimento da Bina48, um robô “sensível” modelado com base na sua
esposa.

Seria fácil dispensar o trabalho de Rothblatt como sendo utópico ou
ainda muito longe da realidade, não fosse as diversas barreiras
intransponíveis que a americana já superou. Como ela descreve neste
vídeo da TED em formato de entrevista, ela precisou de três entrevista
com a GLAXO WELLCOME para que a gigante farmacêutica vendesse sua
licença para um tratamento em desenvolvimento para hipertensão pulmonar,
uma rara doença pulmonária com que sua filha lutava diariamente. Então,
Rothblatt, fundou a United Therapeutics, avaliada em mais de 6 bilhões
de dólares (USD) a empresa desenvolveu um medicamento e detém o
progressão da doença. Sua filha que foi diagnosticada com 5 anos de
idade, hoje tem 30.

A combinação do brilhantismo de Rothblatt com sua persistência, paixão e
capacidade de formar times de líderes de pensamento ultra capazes faz
com que seus sonhos de clonagem da mente, transferência de consciência e
ciber-humanos mereçam a nossa atenção.

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