Por quê as teles como decolam nao OS Serviços de valor agregado?

As operadoras de telefonia no Brasil registram um índice de serviços de valor agregado (VAS, na sigla em inglês) ainda muito baixo. A maior parte do faturamento provém de voz. O problema, neste caso, é que este tipo de receita tende a não crescer muito nos próximos anos. No cenário que se forma, as operadoras podem buscar diferenciação em serviços como de mensageira; internet móvel; mobile banking e payment; ações de marketing e anúncios (publicidade); oferta de conteúdo, como músicas, TV e filmes; e acesso às redes sociais pelo celular.
Em painel realizado na Futurecom 2010, executivos de operadoras e fornecedoras de infraestrutura de telecom destacaram a urgência de se aumentar – e incrementar – o papel das empresas de telefonia. Ainda falta, segundo levantando, as operadoras entender como lucrar com as possibilidades que se abrem. “No Japão, país mais avançado em VAS, existe uma operadora na qual serviços já ultrapassou voz, com mais de 50% da receita”, salientou Rafael Steinhauser, da Acision.
De acordo com Steinhauser, o assunto de mensageira é o mais maduro, mas o Brasil tem a menor média de envios de SMS. “São 15 SMS por mês por usuário, enquanto na Argentina são mais de cem e na Venezuela, mais de 200.” Para ele, as políticas de preços, com tarifas que não atraem ou incentivam o uso brecam o avanço.
Tarcisio Ribeiro, da Tellabs, lembrou que a diferença no tempo de adoção de tecnologias e serviços no Brasil em comparação com países desenvolvidos tem caído. “A defasagem na introdução da telefonia celular, por exemplo, foi de seis anos, a de 2G, entre dois a três anos e a de 3G, apenas um ano. À medida que os anos vão passando, as tecnologias chegam mais rapidamente.”
Como monetizar VAS
Uma das questões que seguram a expansão dos serviços agregados trata da remuneração. Como as operadoras devem capitalizar em cima de venda de aplicativos? A resposta passa pela evolução das redes e o gerenciamento da banda. Mas, conforme há evolução nestes sentidos, permitindo, por exemplo, identificar quem são usuários de quais aplicações, o tráfego poderá ser monitorado, dando mais ferramentas às telcos.
Outro ponto é o preço cobrado. “Se o minuto de voz é mais barato que o SMS, o usuário vai falar, então, procuramos nunca descasar as ofertas de voz e dados”, exemplificou Fiamma Zarife, da Claro.
Um exemplo vem da Vivo, que, segundo informações de Alexandre Fernandes, possui 600 mil clientes aprendendo inglês pelo celular. “Vale a pena investir em conteúdo de qualidade.”
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