Parque industrial da Flextronics entra em operação

O terreno total do campus tem 700 mil m2, sendo que 68 mil m2 estão abrigando três prédios e 8 mil2 um centro de pesquisa e desenvolvimento.
O objetivo da companhia é construir um dos maiores centros de fabricação dos produtos de telecom no mundo para atender o mercado brasileiro e a América Latina. “A chegada de empresas européias, com tecnologia GSM vai aumentar nosso negócio, além do mercado latino estar crescendo vertiginosamente”, comenta Celso Camargo, presidente da Flextronics para América do Sul.
Ele explica que todos os seus clientes têm fábricas próprias, mas estão iniciando o processo de outsourcing para diminuir os custos fixos. Camargo cita Ericsson, Lucent, 3Com, Cisco, Compaq, HP, Nokia, entre seus potenciais clientes no Brasil. “Eles já são nossos parceiros mundiais e o investimento em uma nova fábrica neste país seria muito grande, é mais fácil terceirizar”, completa.
Os dois primeiros prédios do campus, já concluídos, abrigam uma fábrica de placas e integração de produtos finais, no terceiro estarão produtos de informática e networking. Na quarta e quinta unidades industriais, previstas para serem construídas em até cinco anos, estarão fábricas de injeção plástica, estamparia, embalagem e distribuidor de componentes eletrônicos. “A unidade de Manaus poderá fabricaraparelhos celulares, mas isto vai depender da demanda de nossos clientes que podem optar por embalar o produto apenas”, comenta Camargo.
O executivo explica que os investimentos na área de telecomunicações variam muito e por isso não podem divulgar expectativas. “Os processos de definição de regras, as autorizações e licenças são muito demorados por isso não sabemos como será o nosso negócio daqui a um ano”. Ele adianta apenas que a Flextronics já está negociando com todos os fabricantes de aparelho e fornecedores de infra-estrutura. “Sempre seremos uma empresa de outsourcing, jamais vamos concorrer com nossos clientes e lançar produtos próprios”, afirma o presidente.
