Para Don Tapscott, inovação não é mais opcional

Com o tema ?Inovação que faz a diferença?, o IBM Fórum 2011 trouxe a São Paulo o consultor canadense Don Tapscott, autor de dois livros considerados ?norte? no direcionamento econômico através da colaboração em rede: ?Wikinomics e MacroWikinomics?.
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Keynote Speaker desta edição, a quinta no Brasil, Don abordou aos presentes o ponto forte de seus dois livros, que é a funcionalidade e operacionalização da produção colaborativa de conteúdos e como essas ações estão influenciando os rumos econômicos mundiais. ?A inovação se tornará o centro do mundo e entender como esses processos estão acontecendo faz parte de uma nova leva de empreendedores?, afirmou o consultor.
Don abordou com grande clareza a necessidade da compreensão das novas formas de trabalho que as gerações mais novas trazem ao mercado, principalmente no que se trata da busca da colaboração e interação em vários meios. ?Por mais que assuste, a nova geração sabe como lidar com o mercado de uma forma diferente. Cabe aos ?antigos? entenderem como as coisas estão funcionando e se interarem desse conhecimento, que poderá ser extremamente útil para o crescimento dos negócios?, explicou.
Aterrissando seu conhecimento para o mercado brasileiro, Don falou sobre as oportunidades de nosso País, com os eventos que estão por vir ? Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 -, e com a atual posição do mercado nacional, com várias companhias e economias olhando com maior foco para a América Latina, principalmente Brasil.
Para Don Tapscott, a base para a mudança da sociedade corporativa está divida em quatro pilares: a revolução tecnológica, a geração internet, a revolução social e a revolução econômica. ?Nós estamos interagindo com as primeiras gerações de nativos digitais, a primeira geração baseada em bits. É a tecnologia agindo na forma como as pessoas crescem, interagem, aprender e ensinam. Não se trata mais de conhecimento de mercado apenas, estamos falando de interação e integração, que vai além das barreiras das idades?, explicou.
Dois exemplos podem ser destacados: o primeiro abordou o quanto as mídias sociais fundamentaram as revoluções que ocorreram no continente africano. ?As pessoas enviavam informações através do Twitter, posicionavam seus amigos sobre onde havia riscos de ataque e o que ocorriam por lá com as ferramentas de geoposicionamento, compartilhavam conteúdo sobre o que estava acontecendo nos quatro cantos de seus países?, disse.
O segundo exemplo trata de uma escola de ensino infantil em Portugal, que dá aos alunos netbooks conectados a redes de banda larga. ?A professora dizia um tema que os alunos não conheciam, e apenas dizia ?vamos então descobrir?? e as crianças começavam a buscar informações no Google, sites colaborativos, se interavam do assunto, iam questionando a professora, que apenas os instruía sobre as informações encontradas, acrescentando mais conhecimento?, explicou. ?Eles querem aprender, aprendem e gostam de aprender, pois estão conectados?, complementa Don.
De acordo com o consultor, trata-se de duas novas realidades que abordam de forma distinta o mesmo ?fenômeno?, que é a colaboração de conteúdo: integração de novas soluções e ferramentas e a utilização correta das tecnologias existentes.
?Inovação não é mais opcional. Essa é a hora da transformação?, finalizou Don.
