Os próximos 13 anos do Google: foco em hardware, conteúdo e e-commerce

O Google completou 13 anos na última semana e, se analisarmos o histórico da empresa, questionamo-nos aonde é que ela vai parar. Pois bem, a resposta pode estar em dispositivos móveis, e-commerce e em mais conteúdo, segundo o especialista em SEO e blogueiro do IT Web Rafael Rez Oliveira.
Em termos de conteúdo, Rez aponta que o gigante de buscas deve se tornar uma Biblioteca de Alexandria – que foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo – online. “A missão deles é organizar todas as informações que existem. Eles vão ser a maior biblioteca do mundo. Tudo o que você procurar você vai encontrar no Google. E a tendência para os próximos 13 anos é de que isso se consolide”, explicou.
Mas nem só de busca vive uma empresa que vale cerca de US$ 44 bilhões. Companhias desse porte expandem seus horizontes e isso é o que a marca sempre fez – e o que deve continuar fazendo. Tudo indica que a organização também apostará forte em e-commerce.
“Eles estão começando na área de compras coletivas com o Google Shopping, que vai dominar a cadeia produtiva inteira – desde a busca por demanda até a ferramenta de compra onde são realizadas as vendas. A empresa ainda não atua muito no e-commerce, mas com certeza vai aumentar em termos de fatia de faturamento.”
E-commerce, Alexandria e fábrica de hardwares. Pelo menos é o que a empresa vem sinalizando com a compra da Motorola Mobility. “Isso sinaliza que eles vão entrar em telefonia móvel e no mercado de tablets”, analisa Rez.
E se engana quem acha que a fabricação de produtos é algo novo. Pode ser novo em termos de usuário final, mas o gigante de buscas já é um veterano no desenvolvimento de servidores. “O Google sempre fabricou o próprio hardware. Os servidores deles são fabricados internamente. Tanto o sistema operacional quanto os servidores em si são montados lá dentro, por uma equipe própria, com uma estrutura que só atende à demanda deles e eles vendem isso para o mercado, que são as soluções de appliance deles”, explica.
No Brasil
Segundo a empresa de pesquisas Serasa Experian, no primeiro semestre de 2011, o Google teve uma queda de 5,85% na participação em buscas realizadas no Brasil, perdendo espaço para seus concorrentes como o Bing, da Microsoft, que cresceu de 1,63% há um ano para 4,72% no período.
Apesar do número, O Google ainda tem 88,77% do mercado nacional e o caminho livre de concorrentes. O que não acontece em algumas outras partes do mundo.
“A Microsoft comprou o Yahoo recentemente e lançou o Bing. A empresa fez um investimento bastante grande para o mercado americano, no Canadá e Estados Unidos, onde está o grande recurso para links patrocinados. No resto do mundo o Bing tem alguma participação, mas não chega a ser uma ameaça”, finaliza Rez.
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