One Microsoft: quatro unidades e mais assertividade, diz Steve Ballmer

A Microsoft realizou na quinta-feira (11/07) o anúncio mais impactante em sua operação em toda a história recente da companhia. Basicamente, a empresa está reestruturando a forma como ataca as oportunidades de mercado, olhando com mais carinho para como lida internamente com as áreas de negócios e como elas refletem em ações para os clientes, parceiros de canal e tecnológicos e, claro, acionistas.
Steve Ballmer, CEO da Microsoft, comunicou, durante uma conference call com jornalistas de todo o mundo, que sua companhia contará com quatro áreas de negócios: Cloud Computing, Apps, Sistemas Operacionais e Dispositivos. Dessa forma, segundo o executivo, existe um alinhamento coerente. Para ele, o grande número de unidades de negócios dificultava o desenvolvimento de soluções e competências assertivas para os usuários, clientes e parceiros, atrapalhando até mesmo na forma de comunicar da empresa. Anteriormente, a companhia estava dividida em cerca de 12 unidades de negócios.
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?Nossa estratégia está focada em criar serviços e equipamentos para pessoas e empresas, olhando para as atividades que esse elo valoriza mais, atendendo, assim, as reais necessidades deles?, disse o executivo.
De forma até mais enfática, Amy Hood, CFO da Microsoft, afirma que o enxugamentos das áreas tem como ponto focal fazer com que a empresa cresça como unidade, sob a mesma estratégia. ?Tudo isso significa que temos que nos mover como uma Microsoft única, como força única, envolvendo pessoas, parceiros e desenvolvedores?, afirma.
Alavancar as forças para pensar como unidade fará a companhia entregar melhores serviços e produtos, complementa Ballmer. Essa reestruturação envolve um diálogo até mais assertivo com parceiros como Dell, HP, Lenovo e Nokia. A ideia é que onde tenha tecnologia Microsoft, tenha fácil transferência e continuidade da experiência de uso, sem os algozes burocráticos.
A base para todas as unidades será a área de pesquisa e desenvolvimento, segundo Ballmer, e dessa forma a companhia conseguirá pensar no futuro de suas soluções e ferramentas de forma integrada. ?Investimento em P&D tem que ser feito por entre todas as áreas?, pontua.
Por mais que tenha apontado as mudanças como imediatas, tanto o CEO quanto a CFO não detalharam como funcionará essa reestruturação das unidades de negócios quanto ao trato com os parceiros de canal. A dúvida que surge de imediato é se cada unidade contará com uma gestão de alianças, o que, no fim do dia, pode representar uma complicação para a realização de negócios com a Microsoft.
Com o novo alinhamento, surgem novas lideranças:

Ballmer está colocando Terry Myerson, ex-VP da unidade Windows Phone, no cargo de líder do Grupo de Engenharia de Sistemas Operacionais. Esta unidade irá suportar negócios em SOs para Xbox, dispositivos móveis, PCs, sistemas de back-end e os serviços em nuvem conectados a esses sistemas operacionais. A mudanças deixa claro o quanto a companhia passa a pensar em seus negócios do ponto de vista da mobilidade e flexibilidade de experiência do usuário. É também uma grande promoção para Myerson, que dirigia a unidade de Windows Phone desde dezembro de 2011.

Julie Larson-Green agora está à frente do Grupo de Engenharia de Dispositivos. Há cerca de 20 anos na companhia, Julie liderara a área de engenharia de software e hardware da companhia desde novembro de 2012. Ela será a responsável por todo o desenvolvimento de
Esse é um dos papéis mais importantes na reestruturação, tendo em vista que Ballmer, ainda nesta semana, liberou um relatório onde afirmava que os próximos dispositivos com Windows compreenderão a smartphones, tablets, PCs, 2em1 e equipamentos conectados a televisores. Julie também irá liderar as áreas de jogos, música e vídeo, e os negócios de entretenimento, além de ser responsável por hardware e pela cadeia de suprimentos de cada um dos dispositivos que a Microsoft construir.
Tony Bates, ex-CEO do Skype, irá liderar o Grupo de Desenvolvimento e Evangelização da Microsoft. Com isso, as alianças de OEM, fabricantes de chips, desenvolvedores terceirizados e relacionamento com Nokia e Yahoo estarão sob seu olhar. Ele também será responsável pela unidade da Plataforma de Desenvolvedores e Evangelização, o que, basicamente, consiste em estabelecer uma conexão com novos tipos de desenvolvedores dos quais a companhia não tinha contato ou trabalhado.
Qi Lu irá liderar o Grupo de Engenharia de Aplicações e Serviços da nova Microsoft. Anteriormente, Qi Lu comandava as ações com o Bing, e agora passa a responder não somente pela área de buscas, mas também serviços e aplicações de produtividade e comunicação, além de outros.
Por mais que tenha apresentado algum avanço, o Bing não caminhou como o esperado. Por isso a companhia abriu o buscador para fazer parte de novas aplicações como plataforma de buscas, o que deve alavancar a nova funcionalidade Smart Search no Windows 8.1.
Satya Nadella, que tem liderado a unidade de ferramentas e servidores da Microsoft (que gera 19 bilhões de dólares em receita) será o líder do Grupo de Engenharia de Nuvem e Soluções Corporativas. Com isso, ele comandará o desenvolvimento de tecnologias para data center, banco de dados e outras soluções empresariais, assim como será o responsável pela operação e construção das estratégias de centro de dados da Microsoft.
O novo Grupo de marketing será liderado por Tami Reller, sendo assessorada por Mark Penn, ex-guru de relações políticas da companhia. Kurt Delbene, presidente da divisão Office, se aposentará.
Com informações complementares da CRN EUA.
