Offshoring de TI ainda funciona, se você tiver cuidado
<p>O offshoring é necessário para a sobrevivência de muitas empresas. Conheça três casos nos quais os CIOs decidiram não abandonar o modelo</p>

O movimento de ‘insourcing’ – trazer de volta para dentro da empresa os
serviços de TI que se encontravam terceirizados – está em voga. Mas alguns CIOs ainda acreditam no offshoring de TI, especialmente para o desenvolvimento de sistemas e o gerenciamento de
sua infraestrutura.
A maior motivação para o “offshoring”
é a possibilidade de obtenção de produto ou serviço equivalente a um
preço reduzido. Outro aspecto é a oportunidade de obter maior
flexibilidade na alocação de recursos – sejam eles recursos humanos,
financeiros ou tecnológicos.
Três CIOs contam sua experiência com a manutenção do offshoring de TI e dão conselhos para evitar problemas.
1 – Mantenha a equipe da linha de frente de TI In-House
Nós continuamos a trabalhar com desenvolvimento e infraestrutura offshore, porque, além dos benefícios usuais de redução dos
custos e recursos escaláveis, nossos fornecedores agem mais como
parceiros estratégicos de negócios do que meros prestadores de serviços
de TI.
Eles oferecem sugestões para melhorar nossas operações de TI.
O nosso sucesso com a deslocalização tem muito a ver com a nossa abordagem conservadora.
Nós nunca terceirizados nossas atividades de TI de primeira linha. Sempre mantivemos o projeto do sistema e a arquitetura em casa, protegendo o nosso
conhecimento do negócio. Também continuamos a ter as operações de help-desk locais, pois nossos usuários
finais preferem conversar presencialmente com os caras do help-desk no refeitório ou
tê-los fisicamente próximos às suas mesas, se tiverem um problema.
Nós também temos um modelo de governança forte para gerir o desempenho
dos fornecedores, liderada por Vicki Heber, nossa gerente de serviços
offshore.
Ela assegura que os requisitos do projeto são suficientemente
documentados, incluindo os níveis de desempenho que esperamos ver, e mantém conversas frequentes com o fornecedor para garantir que todos
estão na mesma página.
Por fim, estabelecemos critérios mensuráveis de avaliação do nível de serviço, revistos regularmente com o fornecedor. Esta comunicação frequente garante a identificação e a resolução de problemas rapidamente.
Larry Pickett, CIO da Purdue Pharma
2 – Trate fornecedores como funcionários
Nós aprendemos ao longo dos últimos anos a forma de gerir os desafios inerentes do outsourcing e a mitigar os riscos do offshore. Por exemplo, descobrimos que é difícil recorrer ao offshore para sistemas legados, com documentação limitada. Se já é um desafio de enorme de comunicação para a equipe interna, imagina com técnicos lá do outro lado do mundo.
O segredo do nosso sucesso é, primeiro, estabelecer processos e padrões rigorosos para comunicar melhor as nossas expectativas e, segundo, expandir o nosso relacionamento com o fornecedor para incluir a garantia de qualidade.
O desafio para uma empresa média é a de escolher o parceiro
de outsourcing adequado, tanto em termos de tamanho e quanto em relação à cultura. Isso ajuda a garantir que somos ouvidos e que nossas prioridades são atendidas.
Além disse criamos um programa de rotação de pessoal offshore, para trazê-los para os
Estados Unidos para mergulhá-los em nosso negócio e cultura e
reforçarmos a experiência da equipe. Além disso, periodicamente, ajustamos nosso horário de trabalho para o horário dos programadores, na China. Isso dá aos nossos recursos offshore motivação e confiança para participar plenamente em nossos projetos.
Marie Lee, CIO e vice-presidente sênior de operações nos EUA da Interval International
3 – Ganhe experiência em mercados emergentes
Uma das melhores razões para o desenvolvimento offshore é a
percepção que os fornecedores podem dar sobre as necessidades de seus
mercados locais.
Se a sua empresa está tentando crescer nos mesmos lugares onde contrata serviços offshore, estas empresas podem ser uma grande fonte de
inteligência de mercado.
Mas outsourcing offshore não é uma questão de tudo ou nada. Como diz o ditado, a arte está em descobrir o que você faz melhor e terceirizar o resto.
Para muitas empresas, mais voltadas para o cliente, papéis como arquiteto
corporativo e analista de negócios não são bons
candidatos para offshore.
De qualquer modo, é um erro posicionar seus fornecedores como meros
prestadores de serviços. Em vez disso, procure maneiras de envolvê-los
como parceiros estratégicos de negócio.
Eu não recomendo depender de um único fornecedor.
Em vez disso, considere uma fração 70/30, para manter o equilíbrio competitivo.
Dean Haacker, CIO at large
