O perfil da nova revenda de TI

Uma em cada quatro revendas de
informática no Brasil é composta por apenas um profissional, apelidada de
“Revenda-de-um-homem-só”. Nela, o proprietário é responsável por comprar do
distribuidor, vender, emitir nota, fazer a entrega e tudo mais o que for
necessário.
Os dados levantados pela 4ª Pesquisa Inédita Setorial dos
Distribuidores de TI e o 3º Censo de Revendas, da Associação Brasileira
dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (ABRADISTI), indicam ainda que
21% do universo de 30 mil revendas no país trabalham no esquema home Office,
enquanto 25% possuem um pequeno escritório e 6% atuam apenas online.
Ou seja, os dados indicam que trabalhar
com pouco estoque e de forma praticamente virtual é o novo perfil da revenda
brasileira de TI. Assim, torna-se cada vez mais viável o modelo de
intermediação de vendas. Neste formato o distribuidor disponibiliza online todo
o seu portfólio de produtos para que a revenda negocie diretamente com o
consumidor. O canal não precisa se preocupar com logística, estoque ou até
mesmo financiamento da compra, uma vez que tudo é desenvolvido pelo
distribuidor. O revendedor fica com uma porcentagem da venda, além da diminuir
custos de investimentos, pois tem um giro maior de capital.
A intermediação de vendas já vem
sendo bastante utilizada por alguns distribuidores no Brasil, que chegam a ter
cerca de 50% do faturamento nessa frente. A tendência é que mercado e revendas
se adaptem ao novo formato de negócios.
*Mariano Gordinho é Diretor
Executivo da Abradisti – Associação Brasileira dos Distribuidores de TI
