Nuvem pessoal é vista como modelo de experiência de usuário

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3:03 pm - 10 de maio de 2012

Os CIOs e gestores de TI como um todo sabem que a experiência do usuário é algo cada vez mais importante nas corporações. As pessoas demandam sistemas simples e com funcionalidades/aparência similares ao que encontram fora do mundo corporativo. Ainda que isso não se aplique em 100% dos processos, uma grande mudança está por vir. Muitas empresas ? inclusive do lado das fabricantes ? têm investido nessa frente. Isso pode vir no formato BYOD, consumerização, socialização de software ou mesmo transportando um modelo de usuário final para dentro da proposta do negócio, como alguns têm pensado com nuvem pessoal.

Há tempos o usuário final já lida com serviços de nuvem ainda que não houvesse um conceito para defini-los. Hoje, a propagação da computação em nuvem para o ambiente corporativo traz desafios que vão além da segurança da informação e chegam na possibilidade de liberar uma espécie de cloud pessoal mas dentro de uma proposta de negócio, como explica Mark Templeton, CEO da Citrix, ao falar para jornalistas e analistas durante o Synergy 2012, evento da fabricante para clientes que acontece em San Francisco (EUA).

?GoToMyPC, Podio, ShareFile, GoToMeeting, todos eles são considerados produtos de nuvem pessoal, embora não sejam direcionados aos usuários finais e sim empresariais. Mas são soluções que permitem que as pessoas construam suas nuvens pessoais dentro de uma proposta de negócio?, exemplifica o CEO.

E se o CIO quiser mesmo atender ao anseio do usuário deve prestar atenção a este tipo de mudança. O Gartner, por exemplo, prevê já para 2014 a substituição do computador pessoal pela nuvem pessoal como centralizador da vida digital do usuário. Assim, porque não permitir isso dentro de sua empresa? Seria uma forma, inclusive, de melhorar a gestão da informação. Uma vez aculturado a deixar os dados em um repositório central e acessível a qualquer momento e de qualquer lugar e device, o usuário deixará de salvar arquivos na memória do computador e a TI terá uma rastreabilidade mais eficaz.

?Amamos consumerização, SaaS, mobilidade e não necessariamente são produtos para consumidores finais. É uma experiência de consumo, mas com proposta de negócio. Pegue o Sharefile, tem todas as características para negócio, mas não queremos competir com ShareFile pelo compartilhamento em si, não vamos brigar com Google, Microsoft, DropBox, queremos agregar valor a partir de nossas integrações?, comenta Templeton, em mais uma intervenção para mostrar o esforço em aproveitar a experiência do usuário no ambiente corporativo.

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da Citrix

 

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