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Windows 8 rodará em ARM

Onde estão os ARMs?

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Bem, para começar convém explicar que sua “dona”, a Arm Holdings, como o herdeiro que ficou milionário, há muito tempo não encosta o umbigo na bancada ou no balcão nem põe a mão na massa. Ela não fabrica processadores, apenas os licencia (e ganha cerca de quinze centavos de real por unidade vendida, uma merreca; mas convém lembrar que são quinze bilhões de merrecas, que somadas ao pagamento inicial da licença, de pouco mais de três e meio milhões de reais por licenciado, resulta em uma grana pretíssima).

E mais: a licença cobre apenas o uso da arquitetura para o núcleo do processador. O licenciado pode (e deve) agregar seu próprio projeto de partes opcionais. E, então, fabricar o processador que atenderá suas necessidades específicas. E estas necessidades podem variar bastante conforme o uso do processador.

E quem os licencia?

Bem, depende do produto. A ARM Holdings oferece seis grupos de processadores baseados em diferentes núcleos, três deles constituídos por processadores “Clássicos” (as famílias “Classic” ARM7, ARM9 e ARM11) e três formados pelos processadores “Cortex” (Cortex M, R e A). No total, são 521 licenciados apenas para os processadores “Classic” e 186 licenciados para os processadores “Cortex”, mais recentes e mais poderosos.

Cada licenciado fabrica seu próprio processador e tem o direito de “batizá-lo” com o nome que melhor lhe aprouver (afinal, a ARM Holdings fornece apenas o direito de uso da arquitetura do núcleo e o conjunto de instruções). Alguns você deve conhecer de nome. Já ouviu falar no Tegra da NVIDIA? Pois é um ARM e a NVIDIA é uma das licenciadas.

Mas você conhece muitas outras. Só como exemplo, aqui vão alguns nomes, além da NVIDIA, Qualcomm e Texas Instruments citadas pela própria MS em seu anúncio: Samsung, LG, Philips, Sharp, Broadcom, Fujitsu, Toshiba, Cirrus Logic, NEC e mais um bando de outras.

Até a própria Intel, por que não? Lembra do XScale, o processador de baixo consumo que ela fabricava antes de criar a linha Atom? Pois era um ARM licenciado pela ARM Holdings (que, por sinal, continua a ser fabricado pela DEC, agora uma subsidiária da Intel). E, se você quer examinar a lista completa dos mais de setecentos licenciados, consulte a página “Processor Licensees” do sítio da empresa.

Nesta altura dos acontecimentos, talvez você já tenha se dado conta de onde encontrar alguns dos quinze bilhões de processadores ARMs que andam espalhados por aí. Se um deles não estiver em seu bolso, deverá estar ao alcance de sua mão ou não muito longe disso. Pois há um processador ARM em 80% de todos os telefones celulares produzidos no mundo. E em um imenso número de controladores industriais microprocessados. Em relógios. Em televisores, roteadores, dispositivos de armazenamento inteligente tipo NAS e na imensa maioria dos computadores que usam o novo e pequeno fator de forma denominado tablete (“tablet“).

Sim, os famosíssimos iPad, iPod e iPhone usam processadores ARM. Como ARM é o processador do badalado Transformer da ASUS (é um Tegra de núcleo duplo da NVIDIA) e de quase todo dispositivo GPS disponível no mercado. Dos consoles de jogos Nintendo. Enfim: de quase tudo que é processado, móvel, pequeno e que, por isto mesmo, necessita de poupar energia tanto quanto possível.

O que não quer dizer, naturalmente, que não sejam poderosos. É verdade que a maioria dos membros da família “Classic” de fato não o são. Afinal, nem toda aplicação necessita de muito poder de processamento. Mas convém não esquecer o ramo mais musculoso da família, a linha “Cortex”. Seus membros mais poderosos, garante a ARM Holdings, deixam no chinelo os mais robustos Atom da Intel. E, de lambuja, consomem menos energia…

Então, voltemos à vaca fria (não a conhece a expressão? Descubra sua origem no interessantíssimo sítio lusitano “Ciberdúvidas da língua portuguesa“)

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Editorial IT Forum 365
15 anos ago

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