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Software e serviços têm retrocesso frente a hardware no mercado nacional de TI

Por  Redação

15:55 - 13 de agosto de 2014
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Um dos principais índices de maturidade do mercado de tecnologia da informação é a mais alta participação dos segmentos de software e serviços frente a hardware na composição total. No Brasil, essa proporção vinha evoluindo, contudo, em 2013 hardware teve um pequeno ganho frente ao ano anterior e somou 58% de participação no total de investimentos no país.

Foram US$ 36,5 bilhões investidos em hardware, US$ 14,4 bilhões em serviços e US$ 10,7 bilhões em software, somando o total de US$ 61,6 bilhões. “No ano passado, vimos um fenômeno que já aconteceu há três ou quatro anos em outras regiões, que foi uma explosão nas vendas tablets e smartphones, o que acabou puxando muito o crescimento do setor de hardware”, explica o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), que anualmente realiza a medição com a IDC.

Para se ter uma ideia do crescimento, Sukarie evidencia que ao analisar os dados de 2010, tablets e smartphones representavam 25% no mercado brasileiro de TI e 45% no mundial. “Em 2014, a expectativa é o Brasil fechar com participação de 81% contra uma média mundial de 83%, dando a dimensão da importância desses novos dispositivos no mercado”, aponta.

O valor total do mercado de TI no Brasil representa um crescimento de 15% em relação ao resultado do ano anterior, bem acima da média mundial de 4,8%. A previsão para 2014 é uma alta um pouco menor, de 12%, mas ainda bem acima do indicador mundial, cuja expectativa está em 4,6%

No mundo, a proporção de hardware, software e serviços é 49%, 19% e 32%, respectivamente.

Software e serviços


Com a cifra de 2013 o Brasil é o oitavo maior mercado de software. Na América Latina, representa 47,4% de participação – seguido de México, Argentina e Colômbia, nesta ordem.

Do mercado total de software, 76,7% é desenvolvido no exterior, 21,4% é desenvolvido no país e apenas 1,9% é para exportação. São 8.302 empresas dedicadas ao desenvolvimento e comercialização. Já no segmento de serviços, embora 85,8% sejam desenvolvidos dentro do Brasil e apenas 0,7% no exterior, apenas 4% são destinados ao mercado de exportação – somando 2,930 empresas atuando no segmento.

Vale ressaltar ainda a característica de micro e pequeno porte da imensa massa de empresas de software e serviços do país. Somadas, elas representam mais de 90% do mercado. As médias são 5,2% e as grandes apenas 1,3%.

Open Source


O mercado de software livre cresceu no ano passado, mas segue com os mesmos problemas ainda a serem superados: o ciclo de formação de profissionais e a falta de estruturação na maioria das empresas deste mercado.

Ao todo, o mercado open source soma US$ 1,19 milhão no Brasil, ou 4,6% do total de software e serviços. Sua composição se concentra no setor de governo, com 68% de share, seguido de finanças (8,6%) e indústria (6,8%). Entre as aplicações, o destaque fica para aplicativos e sistemas operacionais, com 40,8% e 38,6%, respectivamente.

A maior motivação para adoção de open source ainda é a redução de custo, além de indicar a busca pela minimização dos riscos. A falta de qualificação de mão de obra para lidar com a área desqualifica o setor como um todo, trazendo insegurança para possíveis entrantes. Entre as empresas, “há uma sensação de falta de continuidade” entre os fornecedores.

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