‘O sistema brasileiro bancário é muito bom, agora é como acessamos o mundo’, Bexs Banco

Simplificação de acesso a câmbio no Brasil facilita transações internacionais

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7:12 pm - 29 de junho de 2023
Febraban Tech 2023 Febraban Tech 2023

Se antes para fazer o câmbio de moedas, o usuário precisava de uma lista de documentos e cadastrar informações – dificultando sua experiência, agora em uma breve pesquisa na Internet é possível encontrar inúmeras opções de bancos globais, cartões com multimoedas, entre outros.

Essa evolução no mercado financeiro brasileiro foi abordada no painel “A expansão e democratização dos produtos em moeda estrangeira”, no Febraban Tech 2023. Flavia Figueira, IT Manager do Santander, relembra que antes até para saber onde o dinheiro estava, era preciso ficar ligando para o banco e demorava dias. Hoje, qualquer pessoa consegue fazer uma remessa de seu próprio celular. “Se a gente olha para trás, até que é uma evolução rápida do ponto de vista da evolução bancária que estamos vivendo.”

A simplificação, diz Luiz Didier Jr, CEO do Bexs Banco, começou com as transações de valores mais baixos e o Banco Central tem trabalhado para simplificar mais, ainda que seja um tema muito regulado.

“No final das contas, antigamente quando a gente pensava ‘preciso mandar um dinheiro para fora’, você já dizia ‘deixa, eu não vou fazer’. Hoje ele quer investir e tem players. Hoje ele tem como fazer uma conta e operar em várias moedas”, diz ele.

Por outro lado, diz Guilherme Assis, cofundador da Gorila, do lado de investimentos, esse movimento foi visto de camarote. “O número de fundos começou aumentar, renda fixa se tornou mais arrojada. Mais perto da pandemia, começamos a ver as criptos e foi uma explosão. A gente viu o interesse cada vez maior em investimentos no exterior.”

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Segundo ele, no momento que esse acesso foi dado às pessoas, a velocidade de adoção foi muito grande. Quando tem um site em português que as pessoas poderiam ler e comprar uma ação da Tesla, por exemplo, abriu um universo porque os clientes não precisavam se limitar ao Brasil.

Os grandes diferenciais, para Didier, são o acesso e a experiência. O brasileiro conseguiu ter acesso, por exemplo, ao maior market place chinês em português e pagando em real. “Eu vejo esse mercado enorme e ainda assim estamos engatinhando quando falamos de acesso global – tanto do Brasil para o mundo quanto vice-versa – então me parece uma grande nova fronteira. O sistema brasileiro é muito bom, agora é como acessamos o mundo.”

Yves Berbet, country manager da Wise no Brasil, afirma ser uma oportunidade de democratização. “Um grande banco tem uma cartela de clientes maior e nem todo mundo tem acesso a smartphones, internet o tempo inteiro, ainda mais para câmbio. Os grandes bancos têm um papel importante na penetração, de informação, para tornar mais fácil o acesso a todo mundo que poderíamos acessar.”

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